SHIFT 2026 leva debate sobre sustentabilidade à Casa da Arquitectura em Matosinhos

seminario SHIFT

O Seminário internacional decorre nos dias 16 e 17, na Casa da Arquitectura, em Matosinhos, com curadoria do arquiteto e urbanista brasileiro Fernando de Mello Franco.
A quarta edição reúne especialistas de vários países para debater o papel do projeto da paisagem na transformação dos territórios.

Como podem a arquitetura e o projeto da paisagem contribuir para responder aos desafios ambientais e sociais dos territórios contemporâneos? Esta é uma das questões centrais do SHIFT 2026 – Seminário Internacional de Arquitetura e Sustentabilidade, que regressa à Casa da Arquitectura, em Matosinhos, sob o tema Continuidades — Recomposição socioecológica pelo projeto da paisagem.
Com curadoria do arquiteto e urbanista brasileiro Fernando de Mello Franco, professor da FAU Mackenzie, em São Paulo, e diretor fundador do Instituto ZeroCem, a quarta edição do SHIFT propõe alargar o olhar para além dos limites urbanos, explorando as relações de dependência entre áreas urbanas, periurbanas, rurais e naturais.

A iniciativa parte do reconhecimento de que as cidades dependem de territórios mais vastos para garantir recursos essenciais, como água, alimentos, energia e materiais. Ao mesmo tempo, os processos de urbanização exercem pressão sobre os ecossistemas, contribuem para a perda de biodiversidade e agravam desigualdades no acesso a espaços verdes e na exposição aos efeitos das alterações climáticas.

Neste contexto, o seminário propõe refletir sobre o papel do projeto da paisagem na articulação entre sistemas naturais, infraestruturas e comunidades, procurando identificar estratégias de transformação territorial que reforcem a continuidade ecológica e promovam formas mais sustentáveis de habitar.

O programa, no dia 16, reúne arquitetos, investigadores e especialistas de Portugal, Brasil, Países Baixos, Irlanda, Estados Unidos e Espanha, num conjunto de sessões dedicadas às políticas públicas, ao pensamento sobre a paisagem e ao projeto enquanto instrumento de investigação e transformação territorial.
As sessões abordam questões como a gestão da água e dos ecossistemas, a adaptação e a resiliência territorial, bem como as relações entre comunidades, urbanização e paisagens culturais.

Já no dia 17, o SHIFT transfere a reflexão para o território através da oficina Corredor do Leça: Paisagens em Fricção — Cartografia como meio de investigação da paisagem, coordenada por Fernando de Mello Franco e Gonçalo Canto Moniz.

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