O PSD de Matosinhos vai propor à Câmara Municipal, esta tarde, a criação de uma estratégia para promover a retirada progressiva das linhas aéreas de Alta Tensão que atravessam zonas urbanas do concelho, através do seu enterramento ou de outras soluções tecnicamente viáveis e economicamente justificáveis.
Os social-democratas consideram que a autarquia deve assumir uma posição mais ativa junto da E-REDES, da REN e das restantes entidades responsáveis, tendo em conta a proximidade destas infraestruturas a habitações, escolas, equipamentos públicos e arruamentos.
Em comunicado, os autarcas do PSD criticam o que consideram ser uma “preocupante falta de iniciativa política” do executivo socialista, defendendo que a responsabilidade dos operadores pela rede elétrica não impede a Câmara de intervir na defesa do território e das populações. “A Câmara não tem competência para decidir unilateralmente o enterramento das linhas elétricas, mas isso não significa que esteja condenada à passividade”, sublinham.
Os social-democratas exigem respostas sobre as alterações aos calendários dos projetos previstos nos planos de desenvolvimento e investimento da rede de distribuição, nomeadamente nas ligações Custóias–PC Circunvalação I e II, Vermoim–PC Leça do Balio, Custóias–Efacec e Amieira–PC Prelada.
Entre as medidas propostas estão o levantamento atualizado das linhas aéreas de Alta e Muito Alta Tensão existentes no concelho, a realização de reuniões com os operadores para definir prioridades e um calendário plurianual de intervenções, bem como a avaliação prioritária dos troços situados junto de zonas residenciais densas, escolas e equipamentos públicos. O partido defende ainda que a estratégia seja integrada no planeamento municipal.
O PSD aponta o exemplo da Maia, que considera ter desenvolvido uma estratégia de articulação com as entidades responsáveis pela rede elétrica, para defender que Matosinhos também deve assumir um papel ativo neste processo. “Matosinhos não pode ficar parado enquanto outros municípios assumem uma posição ativa relativamente à integração das infraestruturas elétricas no território”, sustentam os social-democratas.
