Supremo confirma nove anos de prisão para detentores de mega-estufa de Canábis na Maia

foto de arquivo

 

O Supremo Tribunal de Justiça confirmou na íntegra um acórdão do Tribunal da Relação do Porto que agravou de sete para nove anos de prisão as penas aplicadas a dois detentores de uma mega-estufa de canábis na Maia.

De acordo com uma informação da Procuradoria Regional, de 29 de junho, o Supremo manteve também as penas pecuniárias impostas na Relação aos dois principais arguidos, que assim têm de pagar ao Estado 640.569,83 euros.

Confirmou-se ainda a pena de seis anos de prisão para um terceiro arguido, que está isento de quaisquer pagamentos ao Estado.

O processo estava nos tribunais desde junho de 2020, ocasião em que a primeira instância judicial de Matosinhos considerou provado que as três pessoas exploraram a mega-estufa de canábis em 2018 e 2019, gerando lucros milionários.

Na sequência de um recurso do Ministério Público para a Relação do Porto, as duas primeiras penas passaram de sete para nove anos de prisão, mantendo-se a terceira em seis anos de reclusão.

Ficou ainda determinado que dois dos condenados paguem ao Estado 431.768,69 euros, num caso, e 208.801,14, noutro.
O Supremo subscreveu toda a decisão.

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