PSD acusa Luísa Salgueiro de esquecer a segurança de Matosinhos para olhar para Lisboa e Porto

Foto J Gomes

 

O PSD de Matosinhos acusa a presidente da Câmara, Luísa Salgueiro, de estar a dar prioridade ao debate sobre o regime especial das polícias municipais de Lisboa e do Porto, em vez de se concentrar nos problemas de segurança do concelho. Os social-democratas defendem que a autarquia deve exigir mais meios policiais, reforçar o patrulhamento e acelerar a instalação de videovigilância.

Em comunicado, o partido considera errada a posição da presidente da Câmara, que tem defendido a aproximação do regime das polícias municipais daquelas duas cidades ao modelo aplicado nos restantes municípios. Para o vereador Bruno Pereira, esta abordagem traduz uma lógica de “nivelamento por baixo”, afirmando que “Matosinhos não ganha absolutamente nada por Lisboa ou Porto terem menos capacidade de intervenção”, pois, reforça, a solução passa por dotar os restantes concelhos de mais competências e melhores condições de atuação.

“Não se trata de retirar competências a quem as tem, mas de discutir seriamente como reforçar as competências, os meios e a capacidade de atuação das polícias municipais dos restantes concelhos”, sustenta o vereador do PSD. O partido considera que a presidente da Câmara deveria concentrar a sua intervenção política nas necessidades locais, apontando situações de insegurança na orla costeira e em zonas comerciais e residenciais, sobretudo durante a época balnear, além de concentrações noturnas de veículos e corridas ilegais, com particular incidência na zona norte do concelho.

Uma das principais críticas dos social-democratas prende-se com a videovigilância, cuja instalação em Matosinhos continua por concretizar. Bruno Pereira questiona a falta de pressão política junto dos sucessivos Governos e do Ministério da Administração Interna para acelerar as autorizações necessárias.

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