A Câmara de Matosinhos revelou que vai dar parecer desfavorável ao novo Terminal de Contentores Norte do Porto de Leixões por fazer a cidade recuar para que o porto cresça, revelou a presidente Luísa Salgueiro.
“A Câmara propõe que seja emitido parecer desfavorável a esta nova proposta do Terminal de Contentores Norte que implica o fim da marina, a alteração da paisagem em Leça da Palmeira e impactos na mobilidade”, afirmou Luísa Salgueiro em conferência de imprensa, um dia antes da apresentação do Plano Estratégico do Porto de Leixões 2025–2035 pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos.
A autarca referiu que o Porto de Leixões é importante para o município, a região e o país, mas também se torna necessário que sejam salvaguardados os interesses de Matosinhos e dos matosinhenses. E considerou que o que está em causa nas propostas feitas é fazer com que a cidade se acomode e vá encolhendo de acordo com as necessidades de crescimento do Porto de Leixões.
Segundo Luísa Salgueiro, o Porto de Leixões deve continuar a crescer e a ter planos de desenvolvimento que respeitem a cidade e que a ajudem a qualificar-se.
A autarca defende que, à semelhança do que acontece noutros portos da Europa, Leixões deveria crescer para mar e não para terra.
A ampliação e reorganização do Terminal de Contentores Norte do Porto de Leixões poderá custar até 216,6 milhões de euros, segundo documentos da consulta pública que termina em fevereiro.
A duração da construção está estimada em 54 meses (quatro anos e seis meses) e o “horizonte previsto para início da concessão é 2030”, prevendo a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) uma concessão com período máximo de 75 anos.
O Governo prevê um investimento de 931 milhões de euros (ME) no porto de Leixões nos próximos 10 anos, com construção de um novo terminal de contentores no molhe norte, segundo a estratégia nacional Portos 5+.
