Matosinhos quer antiga Fábrica das Sedas Lionesa como conjunto de interesse municipal

foto google

O processo de classificação como conjunto de interesse municipal da antiga Fábrica de Tecidos de Seda Lionesa, onde atualmente funciona o Centro Empresarial da Lionesa, em Matosinhos, está em curso, segundo publicação desta quinta-feira, dia 21, em Diário da República.

A juntar a esta antiga fábrica de sedas, fundada em 1944, estão igualmente abertas as classificações, mas como monumento de interesse municipal, da Casa Ferreira da Costa – Miranda Santos, na Senhora da Hora, e da Casa do Moleiro, em Angeiras, ambas em Matosinhos.

A antiga Fábrica das Sedas, uma das 100 empresas portugueses que mais exportava, deu lugar em 2002 ao Centro Empresarial da Lionesa que reúne centenas de empresas de serviços, comércio, lazer e tecnologia.

Na base da classificação da Casa do Moleiro, em Angeiras, por parte da Câmara Municipal de Matosinhos está o facto desta ser “um belo exemplar” de casa de lavoura, com as características próprias deste tipo de casa, muito comum numa vasta região litoral entre o Douro e o Ave, denominada de Terras da Maia.

“Ao modelo de base foram acrescentados elementos arquitetónicos reveladores da prosperidade dos seus proprietários nos primeiros anos do século XX, mas que também lhe conferiram importância acrescida no conjunto das casas do lugar de Angeiras”, sublinhou a edilidade.

Para a autarquia, a classificação da casa, como imóvel de interesse municipal, constituirá um estímulo para a preservação das restantes casas de lavoura que conformam o Lugar de Angeiras de Cima, sendo que algumas destas sofreram já intervenções “descuidadas”, mas ainda reversíveis, que resultaram em descaracterizações de maior ou menor relevância.

Já a Casa Ferreira da Costa – Miranda dos Santos, projetada pelo arquiteto Álvaro Siza em 1962, foi mandada construir por Fernando Ferreira da Costa, casado com a escritora Luísa Dacosta.

Posteriormente, foi comprada por José Aníbal de Castro Miranda Santos, em finais da década de 1980, que realizou obras de recuperação devido ao seu estado de degradação, obras essas que foram projetadas e conduzidas por Álvaro Siza.

“Foram introduzidas algumas alterações interiores, abertos alguns novos vãos exteriores e substituídos equipamentos e materiais de revestimento, que nada retiraram ao projeto inicial. Todo o mobiliário da casa foi desenhado por Álvaro Siza”, frisou a Câmara.

 

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