Habitação e funções sociais estão no centro das prioridades municipais de Matosinhos.
Foi apresentado esta quarta-feira, em reunião de câmara, o Orçamento e Plano de Atividades da Câmara Municipal de Matosinhos para 2027. O orçamento de 232,9 milhões de euros reforça a capacidade de investimento do município e coloca no centro das prioridades a resposta aos principais desafios das famílias e do território: 68% do orçamento dedicado a funções sociais e 43% à habitação.
Com um crescimento de 5,06% face ao orçamento inicial de 2026, o documento traduz uma estratégia que ambiciona combinar contas equilibradas com mais investimento e melhores serviços públicos.
“Este é um orçamento feito a pensar nas pessoas com o objetivo de responder aos problemas de hoje, mas também a obrigação de preparar Matosinhos para o futuro. A habitação, a mobilidade, a educação, a proteção social e a segurança são as prioridades claras”, afirma a presidente da Câmara, Luísa Salgueiro, citada num comunicado emitido pela autarquia.
“A habitação assume particular destaque, com a continuação da reabilitação dos conjuntos habitacionais municipais, a recuperação de fogos devolutos e o desenvolvimento de mais de 500 soluções habitacionais.”, destaca a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos.
Na mobilidade, o município continuará a trabalhar no reforço das soluções de transporte público, com destaque para a conclusão da ligação MetroBus/BRT entre o Aeroporto e Matosinhos. Destacam-se também a construção de uma nova saída da A28 para a Rua Eduardo Torres (acesso à ULS Matosinhos), o prolongamento do Metro para São Mamede de Infesta e Leça da Palmeira, o Terminal Intermodal de Leixões e a valorização da Linha Ferroviária de Leixões.
O orçamento reforça também o investimento na educação e nas políticas sociais, desde a qualificação das escolas e o alargamento do pré-escolar até às respostas dirigidas à infância, à juventude, à população sénior e às pessoas com deficiência. Na área ambiental, Matosinhos continuará a investir na ação climática, na eficiência energética, nas energias renováveis, na estrutura verde, na biodiversidade e na proteção da orla costeira, preparando simultaneamente um novo modelo para a recolha de resíduos e a limpeza urbana.
A cultura será também uma dimensão central da estratégia para Matosinhos, não apenas como programação, mas também como instrumento de identidade, coesão e desenvolvimento. “O município continuará a valorizar o seu património, os seus equipamentos, os artistas e os agentes culturais e a levar a cultura a todo o território, conjugando memória e contemporaneidade, criação e participação, afirmando Matosinhos como um concelho onde a cultura é vivida por todos”.
A segurança e a resiliência do território serão reforçadas através do investimento na Proteção Civil, enquanto o apoio ao comércio, às empresas, à inovação e à transição digital procurará potenciar a competitividade e a criação de novas oportunidades no concelho. “A nossa ambição é muito clara: queremos que Matosinhos seja cada vez mais um concelho onde vale a pena viver, estudar, trabalhar, investir e construir um projeto de vida. E queremos fazê-lo com responsabilidade, proximidade e contas equilibradas”, acrescenta Luísa Salgueiro.
No documento estão plasmadas 70% das propostas da oposição acolhidas ou já previstas.
Assumindo-se como uma “maioria de diálogo”, o executivo de maioria socialista convidou a oposição a apresentar contributos para o Plano de Atividades e Orçamento de 2027. Das 157 propostas recebidas, 70% foram acolhidas, total ou parcialmente, ou já estavam previstas ou implementadas.
No comunicado, a presidente assegura ainda que 13,4% das propostas ficaram “em estudo, porque exigem uma avaliação técnica e financeira antes de qualquer decisão. Um conjunto de propostas não pôde ser acolhido por se tratar de matérias que extravasam as competências da Câmara Municipal”.
