A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, realizou uma conferência de imprensa para alertar para a necessidade de repor a areia na praia de Angeiras. Na ocasião, a autarca acusou o Governo de não atender, repetidamente, a este pedido, naquela que considera ser uma situação grave e que não pode continuar a ser ignorada.
De acordo com Luísa Salgueiro, a Direção Geral dos Recursos Marítimos (DGRM) tem falhado nos compromissos decorrentes do estudo de impacte ambiental, mas a edil tem esperança que uma intervenção da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, possa ainda resolver o problema para esta época balnear.
Luísa Salgueiro explicou que o problema tem vindo a agravar-se na sequência da empreitada do quebra-mar de Angeiras, que era uma obra reivindicada há muito tempo para segurança dos pescadores, mas que tem havido desde então um assoreamento das praias a Norte e uma forte erosão das praias a Sul. A agravar a questão da segurança de pescadores e população, não é de esquecer que são colocados em risco áreas do património arqueológico – tanques romanos de salga.
Luísa Salgueiro mostrou-se indignada com o parecer da Direção Geral de Recursos Marítimos, em 2024, de que não tinha responsabilidade porque não havia nexo de causalidade entre a obra do quebra-mar e esta erosão.
Por isso, apresentou o estudo encomendado pela autarquia a Renato Henriques, da Universidade do Minho, que refere claramente que só houve erosão depois da construção do quebra-mar.
