José Cid e Banda Marcial de Gueifães (Maia) marcam a reentrada no Coliseu do Porto

foto CMMaia - Mário Santos
Realizou-se este domingo à tarde, no Coliseu do Porto, o grande concerto de José Cid com a Banda Marcial de Gueifães (BMG), do concelho da Maia.
A escassos meses de completar 80 anos e já com mais de 60 anos de carreira, José Cid apresentou-se ao público numa forma incrível. O artista, detentor de um Grammy de excelência musical, além de ter interpretado alguns dos seus maiores êxitos de sempre, como “O dia em que o Rei fez anos”, “20 anos”, “A cabana junto à praia” e “Nasci p’rá Música”, entre outros grandes sucessos, estreou ao vivo “Porto Cidade”, uma canção musicada por si, com um poema de Arnaldo Trindade, a quem apresentou como um amigo querido.
A performance da BMG foi vibrantemente ovacionada pelo público, que desse modo retribuiu as excelentes interpretações das duas formações em que a Banda maiata, por razões de segurança sanitária, teve de se dividir, apresentando na prática duas bandas, só possível devido ao facto da filarmónica maiata ter 65 instrumentistas no seu atual efetivo.
De entre todas as obras apresentadas, sob a batuta do Maestro Artur Cardoso, merece especial destaque o solo do jovem saxofonista Rui Cunha, pela sua competência expressiva e técnica.
Neste concerto ficou igualmente clara a vantagem de Artur Cardoso acumular as funções de Maestro com as de diretor artístico da BMG, o que se refletiu na qualidade e exigência superior das obras programadas. Obras que foram ali executadas com enorme rigor e qualidade artística. Nota máxima também para a secção rítmica.
O concerto foi apresentado pela jovem maiata Ana Margarida Rouxinol, que surgiu diante do público com elegância e serenidade, conseguindo criar um ambiente de proximidade.
Hélder Sousa, presidente da direção da Banda Marcial de Gueifães, na sua breve alocução, afirmou: “Este concerto nasceu como quase tudo na vida, de um sonho que se transformou numa ideia, evoluiu para um projeto artístico e hoje está a acontecer, é uma realidade concreta.
E também como tudo na vida, foi preciso trabalhar, trabalhar muito, foi preciso ter coragem e arriscar muito”.
Apesar de “não termos nenhuma experiência neste tipo de organizações”, como admitiu, existe “uma enorme paixão pela Música e um grande amor à Banda Marcial de Gueifães. E essa paixão e esse amor deram-nos a energia e o entusiasmo para vencer todas as dificuldades para realizar este sonho.”
Antes dos encores finais, o presidente da Câmara da Maia, Silva Tiago, também teve oportunidade de subir ao palco para presentear José Cid e o Maestro Artur Cardoso, com um objeto artístico evocativo dos 500 anos do Foral da Maia, desenhado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira, e ainda o álbum discográfico comemorativo daquela efeméride histórica, contendo as obras sinfónicas do compositor maiato Victor Sampaio Dias.

 

Partilhar:
  •  
  •  
  •  
  •  
Subscreva a nossa Newsletter