Greve na Metro do Porto com adesão total entre associados do Sindicato dos Maquinistas

imagem Angélica Santos

A greve de maquinistas da Metro do Porto está hoje a registar uma “adesão total” entre os associados do Sindicato dos Maquinistas, que reivindicam melhores condições de trabalho e uma atualização salarial, disse fonte sindical.

Em declarações à Lusa, o dirigente sindical Hélder Silva referiu que, à semelhança do que aconteceu na sexta-feira, primeiro dia de greve, também hoje “apenas 20/30 dos cerca de 150 maquinistas estão a trabalhar”.

“Os que não aderiram à greve são, sobretudo, maquinistas com contratos precários”, afirmou.

O objetivo do protesto é “desbloquear as negociações entre a empresa Metro do Porto/ViaPorto e os trabalhadores e conseguir uma convergência de posições entre as duas partes”, acrescentou o dirigente do sindicato.

“Aceitamos os aumentos propostos pela empresa, o problema aqui é a vigência do acordo. A empresa quer impor a vigência para três anos, nós só queremos para dois”, afirmou Hélder Silva.

Caso as negociações não sejam retomadas, o sindicato pondera avançar com novos protestos.

Contactada pela Lusa, a Metro do Porto escusou-se a comentar os motivos e a adesão à paralisação.

Na sua página na Internet, a empresa refere que o serviço estará “fortemente condicionado” e com as linhas Azul (A), Vermelha (B), Verde (C), Violeta (E) e Laranja (F) encerradas, existindo apenas circulações muito pontuais na Linha Amarela (D) e no tronco comum, entre as estações Senhora da Hora (Matosinhos) e Estádio do Dragão.

À semelhança do que sucedeu na sexta-feira, a empresa disponibiliza hoje um serviço de transportes alternativos em autocarro em segmentos das linhas Vermelha e Verde.

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