O presidente da Forestis – Associação Florestal de Portugal , Carlos Duarte, defende que “fazer planos para a Floresta sem implementação é um desperdício”.
Num programa do Porto Canal, e sobre a temática dos incêndios florestais, este responsável considerou que existe existe uma deficiente gestão dos espaços florestais com um país onde “os proprietários privados são responsáveis por 97% da floresta” e “estão cansados de gastarem dinheiro sem qualquer expetativa de retorno económico”.
Carlos Duarte defende “políticas públicas ativas, em que o Estado deverá ter como parceiras as OPF- Organizações de Produtores Florestais, como a Forestis que está disponível e interessada em contratos programa, para poder executar tarefas de gestão ativa nas áreas em que os proprietários estão longe da sua propriedade, ou não têm condições para as executar”.
O dirigente da Forestis concorda que o Plano de Intervenção 2025-2050, apresentado pelo Governo em março deste ano, não deixa de ser importante, mas mais importante que os planos é a sua implementação. Por isso, adianta, “é fundamental que seja concretizado através de um pacto político, envolvendo os partidos políticos, os agentes económicos do setor e que tenha uma visão de longo prazo e que seja intergeracional”.