Ontem várias composições do Metro do Porto tiveram de ser retiradas de circulação devido a falhas no sistema de ar condicionado, tendo originado atrasos, desconforto e constrangimentos a milhares de utentes. O PCP vem em comunicado apontar que a “informação pública, institucional e atempada aos passageiros continua manifestamente insuficiente, revelando uma preocupante desconsideração por quem depende diariamente deste meio de transporte.”
É certo que as temperaturas registadas nos últimos dias são particularmente elevadas. Mas os problemas de funcionamento do Metro do Porto “são muito anteriores a este episódio. Há muito que se acumulam queixas de utentes em dias de maior calor, seja porque os sistemas de ar condicionado não funcionam devidamente, seja porque se revelam incapazes de garantir condições aceitáveis em composições frequentemente sobrelotadas”, afirma a Dieção do Porto do PCP.
O partido defende que é mais vasto o “quadro de degradação da qualidade, da segurança, da fiabilidade e do conforto do serviço”, com o registo de vários episódios nos últimos ano, que “evidenciam fragilidades na operação e manutenção do sistema”.
A operação e a manutenção do sistema Metro do Porto estão concessionadas à ViaPorto, uma empresa do Grupo Barraqueiro, através de um contrato de subconcessão que vigora até março de 2027.
“Esta opção de entrega da operação e manutenção a privados, com o Estado a assegurar o grande investimento em infraestrutura, é um caminho que a DORP do PCP tem considerado contrário ao interesse público e que não serve a região”, considera o PCP.
