Carla Silva (BE) diz que fecho da refinaria em Matosinhos “pôs a nu” falta de planeamento

A candidata do Bloco de Esquerda (BE) à presidência da Câmara de Matosinhos, Carla Silva, disse esta terça-feira que o encerramento da refinaria da Galp no concelho foi “uma verdadeira hecatombe” social que “pôs a nu” a falta de planeamento.

“O caso do encerramento da refinaria da Galp, em Leça da Palmeira, com o consequente despedimento coletivo, foi uma verdadeira hecatombe do ponto de vista social e do desenvolvimento do território, pois “pôs a nu a falta de planeamento e visão para o município”, apontou Carla Silva.

Para a cabeça de lista do BE à autarquia de Matosinhos, este encerramento vai por um lado adensar a desindustrialização e aumentar a dependência externa e, por outro lado, elevar o grau de desemprego no concelho que tem vindo a crescer devido à crise pandémica.

“Não há fundos para a transição justa que consigam ressarcir estas pessoas: há, sim, uma verdadeira ‘transição (in)justa’, porque não se acautelou nem os trabalhadores nem a economia do território, contrariamente às afirmações recentes do primeiro-ministro e da atual candidata do Partido Socialista”, salientou.

Carla Silva afirmou também que “refinarias de lítio ou qualquer atividade económica de âmbito semelhante, pensados na Europa, gizados pelo atual ministro do Ambiente e viabilizados, de forma conveniente, pela atual líder da autarquia, não serão nunca bem-vindos a Matosinhos”.

A deputada do BE na Assembleia Municipal de Matosinhos focou o seu discurso na “luta pelo ambiente”, apontando que a autarquia local “não tem tido visão nem planeamento estratégico nesta matéria, nem tão-pouco tem desenvolvido um urbanismo centrado na qualidade de vida das pessoas e na sustentabilidade deste território”.

Carla Silva defende que é necessário “pôr em prática um plano municipal de resposta às alterações climáticas que incluam medidas urgentes de mitigação, adaptação e resposta às perdas e danos daí decorrentes”, mas, sobretudo, “um plano que pense a longo prazo nos projetos de grande dimensão, a fim de não hipotecar o futuro das próximas gerações”.

Para a bloquista, Matosinhos deve ser “um território descarbonizado, atento à transição ecológica e energética e que proteja as barreiras naturais” como a orla costeira, as suas praias e os espaços verdes.

E manifestou ainda preocupação com “as falhas recorrentes na recolha de resíduos e limpeza urbana, cujo contrato de concessão teima em ser defendido” pelo atual executivo do PS, apontando que prejudica “muito seriamente todos os habitantes do concelho e a saúde pública no território”.

 

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