Candidata Carla Silva (BE) acusa Costa de hipocrisia no comício de Matosinhos

Carla Silva

A bandeira dos bloquistas é a da “defesa da justiça social”, englobando neste slogan, o direito à habitação, à saúde, ao transporte e à qualidade de vida ambiental. Carla Silva, candidata à Câmara de Matosinhos, advoga um município que proteja os seus habitantes e que acautele, acima de tudo, os seus “direitos inalienáveis” como cidadãos.

A candidata defende a existência de investimento em Matosinhos que preveja a criação de emprego, com direitos, e que dinamize a economia local, “o nosso comércio local e a nossa restauração”, sublinha Carla Silva, que lamenta o encerramento da refinaria da Galp.

Numa recente entrevista ao Primeira Mão, Carla Silva considerou que “foi uma decisão irresponsável e desumana” que lesou centenas de trabalhadores e suas famílias. Esta candidata quer manter naquele local uma “atividade económica e industrial que assegure já a necessária transição energética de combate às alterações climáticas”.

A propósito ainda do fecho da Galp em Matosinhos, a candidata pelo BE a Matosinhos afirmou no recente debate com todos os candidatos à Câmara Municipal, promovido pelo JN, que “isto é a maior hipocrisia, a nível nacional e local. Ver o primeiro-ministro a fazer este papel, de lágrimas de crocodilo no semblante, em plena campanha eleitoral, diz tudo. Não engana o povo”.

“O Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia Municipal voto de repúdio à Câmara e ao Governo. Ambos têm culpa. O Governo especialmente, porque é o segundo maior acionista da Galp e, por isso, tem responsabilidades acrescidas. Esta decisão vai criar dependência externa e reforçar a desindustrialização de Matosinhos e, por outro lado, criar ainda mais danos sociais, como o flagelo do desemprego que tem acometido Matosinhos”, afirmou a candidata do Bloco.

Num comício no domingo, em Matosinhos, o secretário-geral do PS, António Costa, considerou que “era difícil imaginar tanto disparate, tanta asneira, tanta insensibilidade” como a Galp demonstrou no encerramento da refinaria de Matosinhos. Costa prometeu também uma “lição exemplar” à empresa.

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