Associação de Jovens Agricultores Portugueses quer um Governo mais sensível aos problemas do setor

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A Associação dos Jovens Agricultores Portugueses (AJAP) exigiu hoje mais apoios ao setor agrícola e considerou que o Ministério da Agricultura do atual Governo (PS) está “desmantelado” e é “subalterno ao Ministério do Ambiente”.

Em comunicado hoje divulgado, a AJAP diz que exige “um Governo mais sensível à agricultura, à pecuária, à floresta e ao desenvolvimento rural”, que dê “mais apoio às empresas e empresários em nome individual” e com “maior sensibilidade com quem produz riqueza e gera postos de trabalho”, considerando que o setor tem sofrido das cedências do PS aos partidos de esquerda.

“À semelhança dos diferentes setores de atividade económica, Portugal tem, nos setores da agricultura, perdido terreno face às cedências que o Governo do Partido Socialista tem feito aos partidos de esquerda, onde também podemos incluir o PAN”, afirma a associação que representa jovens agricultores.

A AJAP critica ainda o Ministério da Agricultura, considerando que é “inconcebível manter no futuro um ministério desmantelado, diminuído de funções e subalterno ao Ministério do Ambiente”.

Para a associação, é importante que recupere a gestão das florestas, da água e dos animais, a que sugere que seja somada a gestão da área da alimentação, considerando que só assim poderá o Ministério da Agricultura “bater-se no seio do Governo, como junto das instituições comunitárias na defesa da atividade agrícola, dos agricultores e do mundo rural”.

Defende ainda que haja “estabilidade e previsibilidade” das políticas públicas e que o Governo tenha uma “política clara, a uma só voz, no que respeita à política da água e ao regadio”.

Sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PPR), a AJAP considera que deviam existir “medidas urgentes no apoio ao quotidiano dos agricultores”, face ao aumento dos custos dos combustíveis e da energia, assim como de sementes, fertilizantes, pesticidas, rações e produtos veterinários, considerando que “os investimentos e as ações propostas pelo Governo do PS apenas se focam nos organismos do Ministério”.

No que respeita a apoios com fundos europeus, a associação refere que são insuficientes e não chegam a todos.

A associação quer que o Estado dê prioridade a políticas que promovam a produção nacional e diz ainda que “7% dos agricultores portugueses recebem 70% dos apoios da PAC e praticamente 40% dos agricultores portugueses estão excluídos dos apoios da PAC”.

Por fim, a AJAP diz que se acentua o envelhecimento da população agrícola (55% dos agricultores têm mais de 65 anos) e que é necessário mais apoios à instalação de jovens agricultores e apoios diferenciados em função das características das diferentes regiões.

Defende ainda medidas para inverter o abandono dos territórios rurais, considerando que todos os partidos concordam, mas chegados à governação pouco fazem. A exceção, diz, são os autarcas, mas faltam “programas concretos de apoio ao investimento e políticas incisivas e mobilizadoras”.

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