APDL garante que sedimentos da dragagem não estão poluídos

foto in apdl.pt

A Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) garante que os sedimentos e areias que estão a ser dragados no âmbito da empreitada de prolongamento do quebra-mar do Porto de Leixões “não estão, garantidamente, poluídos”. Para esclarecer as preocupações que têm sido levantadas, na sequência do aparecimento de espuma negra nas praias de Matosinhos, a APDL respondeu a várias questões colocadas pelo CM.

De acordo com a APDL estão a decorrer «trabalhos de dragagem de sedimentos, no âmbito da empreitada de prolongamento do quebra-mar e das acessibilidades marítimas ao Porto de Leixões, com recurso à draga TSHD MEUSE RIVER, por processo de sucção em arrasto. O sistema utilizado nesta descarga faz-se por canhão (rainbowing)».

Esta entidade esclarece ainda ao CM que as dragagens estão a ser feitas no canal de acesso e no anteporto do Porto de Leixões, mas apenas as areias dragadas no canal de acesso são descarregadas na envolvente do Castelo do Queijo. O restante material é descarregado no vazadouro ao largo, a cerca de 2,26 milhas.

Os trabalhos devem durar dois meses. As dragagens, junto ao anteporto, com deposição de materiais junto aos locais 2 e 3 de locais de imersão de dragados, isto é, junto às praias, por canhão, deverão decorrer até quarta-feira, dia 10 de novembro. A APDL adianta que até ao final deste mês de novembro, está previsto continuar os trabalhos de dragagens, «no ponto 1 dos locais de imersão de dragados e já não junto à orla costeira».

E a PADL garante que as areias não estão poluídas, afirmando que os sedimentos são de «classe 1, ou seja, de excelente qualidade e que podem ser descarregados diretamente nas praias, ou imersos em meio hídrico».

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