O Tribunal da Póvoa de Varzim decretou o arresto de bens da SAD do Leixões de futebol, da sua acionista maioritária e do seu presidente, André Castro.
A providência cautelar foi requerida pelo empresário brasileiro Anderson Fellipe Gonçalves, que financiou o projeto desportivo leixonense mediante 18 contratos de empréstimo, celebrados entre novembro de 2023 e abril deste ano, num valor de cerca de 5 milhões de euros.
O Juízo Central Cível da Póvoa de Varzim determinou o arresto de bens até ao montante de 2,141 milhões de euros relativamente à Play-Fair, detentora de 56,33% do capital da SAD, e quase 3 milhões relativamente à sociedade desportiva.
Para André Castro, presidente do conselho de administração da SAD e gerente da Play-Fair, o tribunal fixou o limite em 3,335 milhões de euros, correspondente aos empréstimos pelos quais assumiu responsabilidade pessoal como fiador.
A sentença aponta as dificuldades financeiras da SAD, cujas contas de 2024/25 apresentavam capitais próprios negativos de cerca de 10 milhões de euros, um passivo de 13,4 milhões e prejuízos de 4,48 milhões.
Entre os fundamentos, o tribunal destaca também o risco de venda do Complexo Desportivo de Fão, adquirido pela Play-Fair, através de um empréstimo de 1,36 milhões de euros concedido mais uma vez pelo investidor brasileiro.
Apesar de dois processos especiais de revitalização (PER) consecutivos, com homologações em abril de 2023 e janeiro de 2026, o tribunal encontra ainda sinais de dificuldades de liquidez para pagar salários, impostos e contribuições para a Segurança Social.
