CHEGA já tinha alertado e agora PSD volta a levar a reunião de Câmara a degradação dos passadiços em Matosinhos

Fotos cedidas pelo CHEGA Matosinhos

 

Os autarcas do PSD Matosinhos vão levar à reunião pública de Câmara desta quarta-feira, 30 de setembro, a preocupação com os custos das sucessivas intervenções nos passadiços da orla costeira e com a existência de troços degradados ou inacessíveis. Os social-democratas defendem uma estratégia de manutenção preventiva que permita garantir a utilização segura e contínua destas estruturas.

Segundo o vereador e presidente da concelhia do PSD, Bruno Pereira, entre 2011 e 2026 o município adjudicou intervenções nos passadiços no valor global de, pelo menos, 9,1 milhões de euros, dos quais 7,9 correspondem ao período iniciado em 2017, durante a presidência de Luísa Salgueiro. “Os dados demonstram que estas despesas e as intervenções se repetem praticamente todos os anos”, afirma o autarca, considerando que os custos de conservação são excessivos.

O PSD sustenta que uma manutenção regular permitiria detetar e corrigir pequenas anomalias antes de estas exigirem intervenções de maior dimensão. Os social-democratas defendem ainda melhorias na iluminação e sinalética, a instalação de mais bebedouros, a criação de miradouros e pontos de observação, melhores ligações a outros meios de mobilidade e o reforço das acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida.

Na reunião de Câmara, os autarcas do PSD vão solicitar a divulgação do estado de conservação de toda a rede, a identificação dos troços condicionados ou inacessíveis e o respetivo calendário de reposição. Pretendem também conhecer os valores efetivamente executados e eventuais sobreposições entre contratos de manutenção e projetos de requalificação, além da apresentação de um plano plurianual de inspeção e manutenção preventiva.

Em comunicado, o PSD Matosinhos sublinha que “não é aceitável deixar degradar para depois requalificar”, defendendo uma gestão dos passadiços baseada no planeamento, na prevenção e na utilização responsável dos recursos públicos.

Recorde-se que os vereadores do CHEGA, António Parada e Sérgio Meira, já haviam levado a uma reunião de Câmara de julho passado esta preocupação com a “degradação dos passadiços, escadas e estruturas de proteção existentes nas praias de Leça da Palmeira e noutros pontos da frente marítima do concelho”.
Consideravam então que o estado das estruturas representavam “um risco concreto de quedas e ferimentos para os utilizadores, sobretudo crianças, idosos e pessoas com mobilidade condicionada”.

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