Luísa Salgueiro pede ao governo para agilizar soluções de mobilidade em Matosinhos e CHEGA acusa presidente de “fracasso”

Foto A Santos

 

A presidente da Câmara de Matosinhos solicitou uma reunião ao ministro das Infraestruturas e Habitação sobre os “graves problemas de mobilidade” no concelho, especificamente na ligação a Leça da Palmeira, dados “os grandes projetos de reconversão urbana” em curso.

A agência Lusa divulgou na sexta-feira uma carta enviada por Luísa Salgueiro (PS) ao ministro Miguel Pinto Luz, em que é apontado o problema agora que a ponte móvel está encerrada para obras e sendo esta infraestrutura administrada pela APDL, empresa sob tutelada do ministro.

Segundo a autarca socialista, “a comunidade local tem sido severamente prejudicada” e tem havido uma “saturação diária da [autoestrada] A28, que regista uma média de 96 mil veículos por dia”.

 

Para Luísa Salgueiro dá conta também da urgência da reposição da ligação a Leça dados “os grandes projetos de reconversão urbana em curso na região, nomeadamente na Exponor, Jomar, Tertir e na antiga refinaria de Matosinhos, e pelo desenvolvimento urbano da cidade”.

Na quinta-feira foi conhecido que a reconversão da antiga refinaria da Galp em Matosinhos num centro de inovação tem um impacto económico estimado de 65 mil milhões de euros, perspetivando-se a criação de 100 mil empregos.

 

Em causa poderá estar até a duplicação da população de Leça da Palmeira. Pelo que a autarca considera que, “face à dimensão metropolitana deste desafio, torna-se indispensável uma concertação institucional alargada”, solicitando a intervenção do ministro para “ajudar a sua concretização e coordenar as diligências necessárias junto das entidades competentes, tais como o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a APDL e a Metro do Porto, e a concessionária da A28, a Norte Litoral”.

Luísa Salgueiro enviou ao ministro um estudo preliminar para uma nova travessia de Leixões como alternativa.
O estudo foi desenvolvido pela PwC, com a participação do CITTA — Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente, da OPT — Optimização e Planeamento de Transportes, S.A., da ImoEconometrics e do economista Ricardo Reis, professor da London School of Economics.

 

CHEGA diz que Luísa Salgueira admite “fracasso”

 

Os vereadores do CHEGA emitiram entretanto um comunicado em que acusam a presidente da Câmara de Matosinhos de “confessar fracasso na mobilidade ao pedir ajuda ao Governo”.
Os vereadores do CHEGA na Câmara Municipal de Matosinhos, António Parada e Sérgio Meira, consideram que o pedido de intervenção feito por Luísa Salgueiro ao ministro das Infraestruturas e Habitação é a “confissão pública do falhanço do executivo socialista na gestão da mobilidade no concelho”. Por outro lado, contesta o CHEGA, “este problema não surgiu por acaso. É o resultado de anos de falta de planeamento, de decisões erradas e de uma gestão incapaz de antecipar os impactos das obras, da expansão urbana e da mobilidade no concelho.”

No comunicado pode ainda ler-se que “o executivo socialista também autorizou e promoveu uma política urbanística sem acautelar previamente as consequências na rede rodoviária. A construção de edifícios com 21 andares na zona de Leça da Palmeira, somada aos grandes projetos previstos para a Exponor, Jomar, Tertir e antiga refinaria, exige planeamento sério, estudo prévio e capacidade de antecipação. O que Matosinhos recebeu foi exatamente o contrário”.

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