Plano para recuperar Rio Leça entra hoje em consulta pública

foto: P Ramalho

 

O plano, resultado do trabalho da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da associação intermunicipal Corredor do Leça, orçado em 81 milhões de euros, entra este dia 29 em consulta pública. Neste plano são definidas ações e intervenções concretas para o curso de água, que une os municípios de Matosinhos, Maia, Valongo e Santo Tirso.

O Plano Específico de Gestão das Águas (PEGA) do Rio Leça, o primeiro do país a ser lançado, entrou hoje em consulta pública, propondo recuperar a bacia hidrográfica entre 2027 e 2034.

Entre os traços gerais do plano “mobilizador”, segundo os documentos a partir de hoje em consulta pública até 12 de junho, está a renaturalização de 19,2 quilómetros de troços e a restauração de 16.500 metros.

Está prevista a construção de 33 quilómetros de percurso pedonal e/ou ciclável, ao longo dos vários municípios, reabilitando ou substituindo 250 quilómetros da rede de coletores de águas residuais, prevendo-se inventariar 432 quilómetros de pressões.
Serão removidas quatro barreiras aos cursos de água, e adaptadas outras tantas, com a criação de quatro bacias de retenção, uma em cada município, que permitirão um volume de armazenamento de 49 mil metros cúbicos em casos como cheias ou outros fenómenos extremos.

Entre a vasta lista de intervenções estão trabalhos infraestruturais relacionados com ETAR, como as que estão em curso em Moreira, na Maia, e em breve em Ermesinde, seguindo-se, depois, a de Parada, que terá tecnologia inovadora.

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