Militar da GNR, mulher e irmão acusados de tráfico de cocaína através do porto de Leixões
O Ministério Público (MP) acusou um militar da GNR, a sua mulher e um irmão da criação de uma organização criminosa que se dedicava ao tráfico internacional de cocaína por via marítima, através do porto de Leixões.
Numa nota publicada hoje na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP) refere que o MP “considerou fortemente indiciado que os arguidos faziam parte de uma organização internacional que se dedicava ao tráfico de estupefaciente”.
Recorde-se que em 20 de julho de 2025 chegaram ao porto de Leixões, no concelho de Matosinhos, três contentores de peles bovinas, provenientes da República Dominicana, tendo como destinatário uma sociedade, também arguida, gerida pelo casal.
Esta sociedade, segundo o MP, era usada como plataforma para a entrada da mercadoria em Portugal, enquanto as respetivas instalações, situadas no concelho de Fafe, eram usadas para armazenar a mercadoria até esta ser distribuída por terceiros.
Na carga dos contentores chegados ao porto de Leixões, as autoridades policiais detetaram então cerca de 1.300 quilogramas de cocaína (que correspondia a um total de 5.549.916 doses individuais) simulados na carga transportada, tendo iniciado o seu seguimento e fazendo a ligação ao armazém em Fafe.
Foi então que a PJ deteve os arquidos presentes no armazém, o militar da GNR e o irmão, que ficaram em prisão preventiva.
O militar da GNR, a esposa, o irmão e a sociedade gerida pelo casal estão acusados de tráfico de estupefacientes e de associação criminosa. O casal e a sociedade gerida por ambos estão também acusados de branqueamento de capitais.
A acusação do MP no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP– 1.ª secção) foi deduzida em 5 de fevereiro.
