Pedro Soares (PSD) assume “compromisso” de baixar tarifa da água em 35% – entrevista com Podcast

Pedro Soares

 

Pedro Soares tem 50 anos, é professor e líder da concelhia do PSD de Vila do Conde. Candidata-se à presidência da Câmara Municipal e está “otimista” que se cumpra o seu anseio de “ser presidente de Câmara aos 50 anos”.
Há 20 anos foi candidato pelo PSD à Junta de Freguesia de Vila do Conde, não tendo nestas duas últimas décadas desempenhado cargos políticos, optando por estar mais focado na sua vida profissional e na vida associativa como maneira de cumprir cidadania. Só nos últimos tempos viu a oportunidade de se candidatar à liderança do PSD e “disse logo ao que vinha, que era ser presidente de Câmara”, afirmou Pedro Soares no início desta entrevista ao Notícias Primeira Mão.
“Fazer coligação com todos os vilacondenses” é o seu lema, pelo qual se candidata, apenas pela sigla do PSD e não em coligação com qualquer outra força, porque pretende “abrir o partido à sociedade e rejuvenescer” a equipa. Acima de tudo, este projeto aposta “na pluralidade”, tendo nos fóruns que antecederam a candidatura, feito convites a todas as pessoas, “da esquerda à direita”, assentando o projeto “na sociedade civil”.
Pedro Soares declara que este é um “projeto para 12 anos” com o propósito de dar prioridade à criação de “equidade nas freguesias do interior” e fazer com que se possa “fixar jovens no interior do concelho”. Nesse sentido, defende a implementação de “uma verdadeira política de habitação a preços controlados”.
Propõe pare de estacionamento subterrâneo na Alameda dos Descobrimentos
Além disso aponta apostas no “Turismo” e em “obras estruturantes”, dando como exemplo a ponte sobre o rio Leste e o Parque Desportivo do Corgo, que diz serem opções para o “primeiro mandato”, com “orçamento perfeitamente definido”.
O candidato social-democrata defende “mais e melhor Turismo” e, com esse objetivo, quer melhorar o problema de estacionamento associado ao excesso de viaturas sobre o solo da cidade. A solução que propõe é a construção de um “parque de estacionamento subterrâneo na Alameda dos Descobrimentos”.
A acrescentar a essa obra quer priorizar a “mobilidade suave”, tornando a cidade “mais ciclável e pedonal”.
Por outro lado, apostará no crescimento da cidade através da criação de uma “nova centralidade”, onde entra o projeto de cobertura do Mercado Municipal e no fomento da zona ribeirinha “devolvendo o rio aos vilacondenses”. Isso será atingido através de “novas parcerias com os clubes, criando novos eventos” para “revitalizar” aquela área.
Pedro Soares enumera ainda: “apostamos muito no regresso do circuito automóvel; na proximidade da sede do concelho pela ecovia desde a foz do Ave até à Ponte D. Zameiro; na promoção ativa dos roteiros turísticos do concelho, criando uma marca que seja um valor acrescentado, como o peixe e o território rural”.
Pedro Soares assume o compromisso de, “após a eleição em 26 de setembro, dentro dos 9 meses seguintes finalizar todo o processo do PDM, que é estruturante naquilo que é o desenvolvimento do concelho”. O candidato pelo PSD deixa a crítica: “a presidente de Câmara, quando foi eleita pelo PS, disse que acabaria este processo em 4 anos, já teve 8 como presidente e o PDM continua por atualizar”.
Pedro Soares considera ainda que, nesta “época ainda difícil de pós-pandemia”, é necessário ter uma “política fiscal de apoio às famílias e às empresas”, reduzindo ou, nalguns casos, isentando de taxas, para captar o investimento e apoiar as famílias, em particular, os jovens.
Baixar o preço da água ao consumidor em 35% é possível e tem as “contas bem feitas”

O PSD garante aos vilacondenses que vai baixar o preço da água ao consumidor em 35%. Pedro Soares afirma que “é um compromisso prioritário”.
Primeiro, é “preciso negociar com a Indáqua”, refere Pedro Soares, que garante ter “um estudo realizado, que permite indicar que a Indáqua pode baixar a tarifa em 35% sem que deixe de ter as suas mais-valias no negócio”.
Se a concessionária não cumprir com esse acerto na tarifa, “iremos para o resgate”, avança o candidato do PSD. E isto não é só conversa, assegura Pedro Soares, “temos contas bem feitas e sabemos quanto vai custar esse resgate e sabemos como o vamos pagar”. Ou seja, não é só discurso, “como diz o Partido Socialista e o atual candidato do PS”, que é um dos “grandes rostos responsáveis nesta matéria, porque era vereador das Finanças e do Ambiente durante a negociação” da privatização do sistema da Água. E continua a apontar Pedro Soares, “diz hoje que não faria da mesma forma, confiem em mim que agora vou fazer diferente…isto não é discurso”.
“então estes dois candidatos (Vítor Costa e Elisa Ferraz) andaram aqui anos a fazerem de verbos de encher”

 

Pedro Soares sublinha que quer Vítor Costa quer Elisa Ferraz são “dois rostos que têm tudo a ver com a questão da água”. Não vale a pena virem justificar que “quem mandava” era o engenheiro Mário de Almeida e que não “os deixava vincarem as suas ideias”, pois isso é “vitimizarem-se”. E atira: “então estes dois candidatos andaram aqui anos a fazerem de verbos de encher”.
O candidato afirma respeitar a cronologia do seu partido, que também tinha vereadores na Câmara na altura da privatização do sistema, mas ele nunca esteve nesses lugares e é categórico, se lá estivesse na altura, “votava contra”. Pedro Soares entende que seria melhor opção ter feito o que fez a Câmara da Póvoa de Varzim.
No que respeita ao resgate, Pedro Soares esclarece que haverá, nesse caso, que haver lugar a um pagamento à concessionária, mas esse não trará implicações no orçamento da autarquia, sendo que “esse endividamento em nada implicará com o investimento e o projeto do PSD nas freguesias e em todo o concelho”.
Entrevista na íntegra (áudio):
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