Líder do PS Maia quer desfazer todas as dúvidas: estrutura concelhia não assumiu qualquer coligação entre PS e JPP

Paulo Rocha (Foto de arquivo)

 

O líder da concelhia do PS Maia, Paulo Rocha, não deixa passar o que poderá ser um erro ou até “propósito enganador grave” do anúncio de formalização da coligação do PS com o JPP, a Coligação “Um Novo Futuro”, feita ontem em comunicado num jornal da região: a coligação não foi “assumida por proposta dos órgãos locais dos partidos” como foi referido na comunicação publicada.

Assim, para desfazer qualquer equívoco, Paulo Rocha emitiu um comunicado a esclarecer, já que o comunicação da Coligação “está ferida de exatidão, tendo um propósito enganador grave”, pois refere “que tal Coligação é assumida por proposta dos órgãos locais dos partidos”.

Recordando e enumerando na sua nota de imprensa as diversas estruturas existentes no PS a nível concelhio, Paulo Rocha sublinha que “nenhum dos órgãos locais do PS Maia apresentaram qualquer proposta à Comissão Política Distrital do Porto com vista à formalização desta Coligação, tendo esta, como é público, sido imposta pela Comissão Política Permanente do PS, em deliberação enviada às estruturas concelhia e distrital e assinada pelo Secretário Geral Adjunto, José Luís Carneiro, pela Secretária Nacional para as Autarquias, Maria da Luz Rosinha, e pelo Secretário Nacional Adjunto para a Organização, Pedro Cegonho, na sequência da avocação do processo eleitoral”.

O socialista reafirma que todo o processo de designação do candidato à Câmara Municipal da Maia pugnou pelo cumprimento do definido nos estatutos do PS e decorreu sempre “em articulação com os órgãos distritais e nacionais”. Assim, considera estranhas as “declarações feitas pelo Candidato à Câmara Municipal por esta Coligação, quando refere que já sabia, pelo Secretário-Geral do PS, que ia ser candidato há mais de um ano”.

E acrescenta na mesma nota: “tais afirmações só podem ser compreendidas como uma reação rápida para fugir ao facto objetivo de ser efetivamente a segunda escolha do PS, tendo sido imposto pela Comissão Permanente e não eleito democraticamente pelos órgãos locais”.

O líder da bancada do PS/JPP na Assembleia Municipal da Maia, eleito pela coligação formalizada em 2017, frisa que se torna necessário este esclarecimento público por ser necessário sublinhar “o facto de que nunca, nenhum órgão local do PS Maia apresentou qualquer proposta com vista à formalização da Coligação Um Novo Futuro – PS/JPP”.

Conclui afirmando, “a bem da verdade e da responsabilização dos intervenientes, é fundamental que se reforce que tal proposta, no Partido Socialista, é da responsabilidade da Comissão Política Permanente Nacional, sendo lamentável a tentativa de enganar a opinião pública com o teor do anúncio publicado ontem na imprensa”.

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