“Candidato do PS esteve em coma 12 anos” acusa líder do Chega Vila do Conde – ENTREVISTA A LUÍS VILELA (CHEGA) com Podcast

Luís Vilela

Luís Vilela, consultor, de 65 anos, é o candidato do Chega à Câmara Municipal de Vila do Conde, nestas autárquicas.
Foi deputado municipal pelo PSD e pré-candidato independente à Câmara em 2017.
O partido Chega está em Vila do Conde há um ano e tem 120 militantes.

“Em 2017 ia ser candidato independente por um movimento formado nas Caxinas e houve um problema com as assinaturas. Maldosamente, intitulado de assinaturas falsas, o que não é verdade. Foi uma duplicação de assinaturas com a qual eu nada tive a ver, aliás, movi uma ação judicial e a sentença saiu há dias. O único arguido era José Fangueiro, não era o Luís Vilela….”.
O candidato lamenta que ainda hoje se fale do assunto e atira: “isso ainda me dá mais força”.

“Sou um candidato de mãos limpas”

Foi o primeiro a apresentar-se às próximas eleições e “sou um candidato de mãos limpas, totalmente limpo, não estou comprometido com ninguém….vou continuar a defender os vilacondenses”. Luís Vilela diz rever-se no projeto Chega e em André Ventura de quem recebeu o convite.
Cá está na corrida, “sem medo nenhum e de peito aberto” não faz promessas, só propostas, porque “prometer é meio caminho para falhar” e as ideias que o Chega tem para Vila do Conde serão apresentadas e sujeitas a veredicto do povo.
O Chega não tem no programa “obras megalómanas nem pontes” e quer só melhorar o dia-a-dia das pessoas e fazer com que sejam respeitadas como “nunca foram em Vila do Conde”.

“Em democracia, a maioria absoluta é uma ditadura”

Luís Vilela dá exemplos do que considera ser obrigar as pessoas a aceitarem coisas com que não concordam, para dizer que em democracia, “a maioria absoluta é uma ditadura” – as obras na Av. Marquês Sá da Bandeira, onde vai nascer uma ciclovia – “o que a presidente está a fazer é deitar dinheiro for a…se nós ganharmos regressa o circuito automóvel….que em dois fins de semana trará benefícios para Vila do Conde na ordem dos 50 milhões de euros”.
Para quem não gosta de automóveis, o Chega apresenta a ideia de uma Semana da Juventude em todo o concelho e de um evento de moda nacional, ao nível do Porto Fashion.
A cultura cujo investimento autárquico critica, merece mais, diz Vilela: “4% é nada, Vila do Conde tem escritores….falta uma feira do livro, o que se faz para esses escritores? Esquecem-se”.
Com a política e investimentos na área também não concorda, o candidato considera que Palacete Melo teria servido para várias coisas mas não para uma Posada da Juventude, a presidente de Câmara “quis aquilo, insistiu e acho que acabou por desvirtuar (o edifício), fez um elemento em betão…enganou as pessoas, mais uma inauguração mais show off” .

O Chega debate-se com uma dificuldade perante “a fama” que o rotula de extremista ou xenófobo e as pessoas, ainda que o apoiem, não assumem. Outro problema é a dificuldade em conseguir alguém que desenhe projetos “temos receio que nos usurpem as ideias….já aconteceu….as pessoas não se podem esquecer o Luís Vilela esteve no PSD e nunca se falou deste projeto – a cobertura do mercado”.

“desde 2008 nunca ouvi o Vítor Costa dizer nada sobre Vila do Conde…se Elisa Ferraz não concordava demitia-se”

O “flagelo” do preço da água é o tema transversal a todas as candidaturas em Vila do Conde e o Chega não tem ilusões.
“A concessão vai continuar, não há possibilidade de a reverter, eram precisos mais de 60 milhões de euros …o Partido Socialista, e o seu candidato, está totalmente comprometido com esta situação.
Luís Vilela aponta o dedo e dispara: “aterroriza-me que um candidato que esteve completamente em coma durante 12 anos, desde 2008 que nunca ouvi o Vítor Costa dizer nada sobre Vila do Conde, vem agora dizer, primeiro que fazia a reversão total da concessão, depois vem dizer que afinal não, os vilacondenses podem acreditar numa pessoa destas?”, mas resume a história lembrando que o PSD também esteve na assinatura da concessão a privados com o PS e, a seguir, na concessão à Indaqua esteve o PS e volta a apontar o dedo a outra candidata que também esteve no executivo PS“…a Dra. Elisa Ferraz se não concordava, demitia-se da Câmara….”

Luís Vilela afirma que é uma questão de responsabilidade não falar em reversão nem em descontos de 35% porque ninguém pode mandar numa empresa privada e “quem falar em reversões e em descontos, está à caça do voto”.

O Chega está há um ano em Vila do Conde e costuma ser preciso “gastar algum tempo a explicar que muito do que se diz na comunicação social não é verdade….nunca ouvi dizerem que a opção do Chega é acabar com o IMI, ou que quer uma taxa única de IRS de 15%….o Chega é maioritariamente constituído por pessoas que vieram do PSD e do CDS, então estes partidos e estas pessoas são racistas, xenófobas, radicais? Eu não sou….”.

Luís Vilela acredita numa grande votação em Vila do Conde, uma votação silenciosa, já que as pessoas não dizem ser do Chega, mas votam Chega.
O candidato às eleições de 26 de setembro sente que há medo, “não se consegue colocar um único funcionário da Câmara nas listas, as pessoas têm medo….”.

Entrevista na íntegra (áudio):

 

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