A Maiambiente vai alargar a recolha seletiva de resíduos alimentares a mais de 25 mil habitações no concelho da Maia. A iniciativa prevê a expansão da recolha porta a porta a mais de 19 mil habitações, para abranger todo o município, e a instalação de 83 pontos de contentores na via pública para servir aproximadamente 6 300 habitações.
O projeto integra a estratégia da Maiambiente para recuperar e valorizar, até 2030, 70% do potencial de biorresíduos — resíduos alimentares e de jardim — produzidos no concelho. Atualmente, a recolha seletiva de biorresíduos abrange cerca de 55% do município.
A expansão porta a porta abrangerá 12 mil moradias e mais de 7 mil prédios com compartimento de resíduos. Já os novos contentores de via pública de resíduos alimentares serão instalados junto dos equipamentos de recolha já existentes, em zonas de prédios sem compartimento de resíduos, e terão controlo de acesso.
Em Portugal, em média, 40% dos resíduos urbanos são orgânicos. E a Maiambiente refre em nota informativa que “o primeiro passo é evitar que os alimentos sejam desperdiçados; quando já não podem ser aproveitados, é essencial encaminhar corretamente os resíduos para lhes dar um destino útil”.
Marta Peneda, presidente do conselho de administração da Maiambiente, considera que ao proceder ao alargamento da recolha estão a ser criadas as “condições para que mais famílias e estabelecimentos da Maia participem nesse esforço”.
Os dados provisórios do INE – Instituto Nacional de Estatística mostram que, em 2024, foram desperdiçadas em Portugal 1 820 452 toneladas de alimentos, o equivalente a 161,2 kg por habitante. Os resíduos alimentares inevitáveis, quando separados dos restantes resíduos, podem ser encaminhados para valorização e contribuir para a produção de composto orgânico.
Para dar a conhecer o serviço e explicar o processo de entrega dos resíduos, a Maiambiente vai promover uma campanha de informação e sensibilização, com o mote “Dê uma nova vida aos resíduos alimentares. Cultive a mudança.”
