Supremo Tribunal confirma extradição de advogada que vivia na Maia por encomendar morte do companheiro no Brasil

imagem de arquivo (©A Santos)

 

Detida em agosto pela Polícia Judiciária, a advogada Francismara Machado, que vivia na Maia, tenta desde essa altura evitar ser extraditada para o Brasil. Tem para cumprir uma pena de 25 anos de prisão por encomendar a morte do companheiro, em 2019.

A mulher disse aos juízes que a querem assassinar no seu país e que a família também sofreu ameaças, mas o Supremo Tribunal de Justiça não atendeu aos argumentos de Francismara e, no início deste mês, confirmou a extradição.

Miguel Teixeira, advogado da arguida, explicou que vai ainda apresentar recurso para o Tribunal Constitucional e contestar a decisão. A mulher está em prisão domiciliária.

Francismara vive já há três anos em Portugal com a filha, de 21 anos, e um companheiro português. Na Maia, a mulher passou a dedicar-se à venda de bolos e alegou que ganhava dois mil euros por mês. Foi já enquanto vivia em Portugal, que a mulher, de 50 anos, viu o Tribunal de Vacaria aplicar-lhe a condenação. Em causa está um violento homicídio ocorrido a 28 de setembro de 2019, no Rio Grande do Sul, no Brasil.

Ficou provado que a advogada mandou assassinar o companheiro, de 33 anos. Mateus Campos foi emboscado, levado à força por assassinos contratados, até uma plantação em Campestre da Serra. Foi agredido, torturado e assassinado com vários disparos. O cadáver foi escondido numa zona de vegetação e encontrado duas semanas depois. Um dos executantes foi condenado a 29 anos.

Partilhar:
Subscreva a nossa Newsletter