PSD Vila do Conde faz balanço negativo dos primeiros 100 dias do executivo socialista

PSD Vila do Conde faz balanço negativo dos primeiros 100 dias do executivo socialista
Paços do Concelho

 

A cessação das transmissões online das Assembleias Municipais, a ausência de convites para sessões públicas municipais e o anúncio de deliberações ainda não aprovadas em reunião de Câmara, são as principais queixas dos vereadores eleitos pela coligação PSD/CDS-PP neste mandato.

Passados 100 dias de presidência socialista, o PSD Vila do Conde emitiu um comunicado de imprensa onde reflete “sobre qual o estilo/timbre adotado pela governação do presidente Vítor Costa.

O mandato iniciou-se com uma decisão preocupante para a democracia local. A maioria do Partido Socialista, composta por Deputados Municipais e Presidentes de Junta, com o apoio de autarcas independentes, aprovou a cessação das transmissões online, em direto, das reuniões da Assembleia Municipal de Vila do Conde, apesar do voto contra de toda a oposição. Esta deliberação representa um claro retrocesso na transparência e no acesso à informação, prejudicando muitos Vilacondenses que, por razões profissionais, pessoais ou de mobilidade, não podem deslocar-se ao Teatro Municipal para acompanhar os trabalhos”, começam por queixar-se.

A mesma nota dá conta de que “Em 100 dias de mandato nunca os Vereadores da Aliança por Vila do Conde – PSD/CDS foram convidados ou tiveram conhecimento (apesar de o terem expressamente já requerido) para qualquer ato público, evento e/ou atividade da Câmara Municipal que determina o cumprimento de protocolo institucional” e lamenta “a pressa do Senhor Presidente da Câmara em informar a Comunicação Social sobre temas, decisões e deliberações que só a posteriori vêm à reunião de Câmara, num exercício de prepotência de quem tem uma maioria absoluta e despreza a participação da oposição”.

O PSD prossegue a nota dizendo que “em dias e tempos que tanto se reflete e grita por democracia, urge que ela se cumpra em todos os atos e exige-se respeito institucional por todos os eleitos pelo povo, independentemente do seu partido”, recordando que para 2026 foi aprovado o maior orçamento municipal de sempre – 155 milhões –, “porém, o aumento simultâneo da despesa e da receita não traduz uma estratégia consistente de investimento novo, estruturante e transformador para o desenvolvimento económico, social e territorial do concelho. Para 2026 estão previstos 69,2 milhões de euros para investimento: um valor expressivo, mesmo ambicioso, cuja execução exige eficiência, planeamento rigoroso e um desempenho consistente”.

O maior partido da oposição, em Vila do Conde, considera que estamos perante “ um orçamento despesista, cujo modus operandi assenta na distribuição de verbas sem critérios claros e transparentes e uma aposta em atividades festivas, procurando apresentá-las como investimento estratégico, quando na realidade carecem de impacto estruturante e sustentável. Sobre as freguesias, o propagado apoio e a alegada prioridade, verificou-se na inscrição de 1 milhão de euros em transferências de capital para as Freguesias e Uniões de Freguesias, o que representa 0,64% do orçamento total”.

Em jeito de conclusão, o PSD afirma ser este um executivo que apresenta números grandes, mas resultados pequenos.

 

 

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