O PSD de Vila do Conde faz um balanço negativo do primeiro ano do atual mandato autárquico, assinalado a 25 de outubro, acusando o executivo socialista, liderado por Vítor Costa, de falta de transparência, dificuldades no relacionamento com a oposição e ausência de respostas concretas para problemas estruturais do concelho. Num comunicado divulgado a propósito da data, os social-democratas consideram que o mandato tem sido marcado por “factos negativos” e por uma gestão que representa a continuidade do ciclo anterior.
Entre as principais críticas, o PSD aponta a falta de uma estratégia global de mobilidade, considerando que a anunciada construção de uma ponte está longe de constituir uma visão para o concelho. O partido lembra que o estudo para um Plano de Mobilidade Urbana, iniciado no anterior mandato, continua sem ser conhecido.
Na habitação, alerta para a subida dos preços de compra e arrendamento, que, segundo o comunicado, mais do que duplicaram em cinco anos, e considera insuficiente a resposta municipal, apesar do papel da Santa Casa da Misericórdia. Os social-democratas reclamam também medidas para reduzir as assimetrias entre a cidade e as freguesias, bem como entre as zonas costeiras e interiores, e defendem que o acesso à água e ao saneamento deve ser assumido como prioridade.
No domínio do turismo e do património, o PSD questiona a falta de resultados visíveis na promoção do turismo religioso e na candidatura do Centro Histórico a Património Mundial da UNESCO.
A transparência financeira é outra das áreas visadas. O partido refere que, num ano, terão sido atribuídos cerca de 3,65 milhões de euros em subsídios, defendendo a criação de um regulamento municipal que estabeleça critérios para a sua distribuição. Questiona igualmente a sustentabilidade das contas municipais, apontando a continuidade de resultados financeiros negativos, recurso ao crédito e aumento da dívida a fornecedores, além de despesas elevadas com festas.
O PSD denuncia ainda o que considera ser uma tentativa de silenciar a oposição, apontando falta de respostas a solicitações, tratamento desrespeitoso das opiniões divergentes e menor transparência na ação municipal. Para rematar, o PSD classifica o primeiro ano como “mais um ano de continuidade e, decadentemente, mais um ano de cosmética”.
