Presidente de Vila do Conde “criou clima de suspeição” com “estratégia de mal dizer para camuflar o novo empréstimo” – responde Elisa Ferraz

Presidente de Vila do Conde “criou clima de suspeição” com “estratégia de mal dizer sem quaisquer fundamentos para camuflar o novo empréstimo”
Foto: Jornal Renovação

Elisa Ferraz, anterior líder da Câmara Municipal de Vila do Conde repudia “estratégia” de Vítor Costa, atual presidente, e nega todas as acusações com a apresentação dos números e contas oficiais da sua gestão e concorda com a auditoria anunciada.

A independente Elisa Ferraz respondeu em conferência de imprensa às acusações que lhe foram dirigidas pelo presidente eleito em Vila do Conde. Depois de oito anos consecutivos em que a dívida do Município foi reduzida de 57 para 25 milhões de euros, Vítor Costa, presidente da Câmara de Vila do Conde, apresenta no orçamento para 2022 a contratação de um novo empréstimo bancário de cinco milhões de euros, argumentando que há um “buraco” financeiro na autarquia.

A anterior presidente ficou surpresa com as declarações e garante que deixou nos cofres do município, em meados de outubro, cerca de 10 milhões de euros em caixa. “Esse será o saldo que vai transitar para 2022. Será, provavelmente o maior saldo a transitar para o ano seguinte nos últimos 20 anos da autarquia”, garante.

Elisa Ferraz acusa que “manifestando uma enorme falta de cultura democrática”, Vítor Costa, partiu publicamente para “um ataque feroz” ao anterior executivo municipal e ao utilizar a comunicação social dando publicamente informações que não tinham ainda passado no Órgão Executivo, “criou deliberadamente um clima de suspeição que vivamente se repudia, utilizando uma estratégia de mal dizer sem quaisquer fundamentos para camuflar o novo empréstimo bancário de cinco milhões de euros que pretende contrair”.

Este é o seu primeiro passo de um comportamento que lhe é reconhecido e de que foi o protagonista que levou a autarquia a um brutal endividamento que a fez cair, em 2012, nas malhas do PAEL – Programa de Apoio à Economia Local, o qual limitou drasticamente o funcionamento de todos os serviços Municipais durante anos. Recorde-se que Vítor Costa foi vereador da Câmara de Vila do Conde entre 2005 e 2013 tendo na altura sido o responsável pelo PAEL enquanto detentor do pelouro das Finanças”, afirmou a ex-presidente aos jornalistas.

Elisa Ferraz acrescenta ainda que “todas as despesas efetuadas pela autarquia foram pagas a pronto, sendo executados, só nos últimos quatro anos, cerca de 40 milhões de euros de obras e que nenhum valor ficou em dívida a não ser os correspondentes aos compromissos em curso”.

Não deixei uma única fatura por pagar”, assegura a líder do movimento independente NAU, considerando que “Mal entregue está Vila do Conde a tal personalidade”.

Em conclusão, entende Elisa Ferraz que “toda a questão levantada acerca das Contas Municipais, tem como propósito dispersar a atenção dos vilacondesnses para que o recurso ao endividamento bancário, que parece ser necessário exclusivamente para dar resposta aos compromissos eleitorais assumidos por Vítor Costa, completamente desfasados daquilo que já se sabia ser uma impossibilidade financeira e política” e que “a isto chamamos eleitoralismo com, mais uma vez, o município a entrar no ciclo do endividamento, de que tão orgulhosamente tínhamos saído”.

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