Não há dados para relacionar doenças com resíduos das minas de São Pedro da Cova

São Pedro da Cova (foto Google)

 

 

Apesar de Ministério Público e Junta de Freguesia considerarem que há prova para condenar os seis responsáveis das empresas que depositaram mais de 100 mil toneladas de lixo tóxico nas escombreiras das minas, o Centro de Saúde de São Pedro da Cova, em Gondomar, não dispõe de dados que sustentem a tese de que o depósito de mais de 100 mil toneladas de resíduos perigosos da Siderurgia Nacional, nas escombreiras das minas daquela localidade, tenha contribuído para um foco de doenças cancerígenas.

Este parecer levou, esta terça-feira, o Ministério Público a pedir que os seis arguidos acusados de enviar o lixo perigoso para aquele local sejam condenados não pelo crime de poluição, mas pela tentativa da prática deste ilícito.

 

Durante as alegações finais da repetição do julgamento que está a decorrer no Tribunal de São João Novo, no Porto, só a advogada da União de Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, Olinda Magalhães, pediu a condenação das seis pessoas nos exatos termos em que foram acusados. Todos os restantes defensores pediram, tal como já tinham feito em abril do ano passado, a absolvição dos responsáveis das empresas responsáveis pela deposição dos resíduos nas minas.

 

Recorde-se que o Tribunal de São João Novo recusou solicitar a realização de um estudo que analisa-se a relação entre os resíduos depositados nas minas e a existência de doenças cancerígenas em são Pedro da Cova. Preferiu pedir o parecer ao Centro de Saúde agora conhecido.

Nova decisão será conhecida no dia 15.

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