Maia: Festival Fazer a Festa abre esta tarde

imagem DR

A edição 40 do Festival de Teatro Fazer a Festa tem início esta terça-feira, dia 29 de junho. A organização do Teatro Art’Imagem vai decorrer na Quinta da Caverneira, em Águas Santas, e no Fórum da Maia, até 4 de julho.

O Fazer a Festa é o Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude.

A Maia será o palco para quase uma dezena de espetáculos com companhias nacionais e ainda de Espanha e do Brasil.
A primeira apresentação teatral é com “O Triunfo das Porcas” pelo Teatro Estúdio Fontenova e teatromosca, de Setúbal/Cacém.

Programa de hoje:

TERÇA-FEIRA – 29 JUN

16h00 | Tanto Teatro! 40 Edições do Fazer a Festa
Abertura Exposição
Galeria e Jardins da Quinta da Caverneira
Entrada Livre

«Desde 1982 a edificar uma “aldeia teatral” no Porto e na Maia, as duas principais cidades onde ele tem decorrido, e de onde também irradiou para concelhos vizinhos do distrito, um singelo tributo às centenas de companhias, artistas e participantes e aos milhares de espetadores que por cá passaram. Cantamos os parabéns numa celebração simbólica na edição deste ano, com uma exposição/performance de celebração destas memórias. Entre testemunhos, imagens, e materiais gráficos, iremos relembrar as 40 edições num ambiente festivo, que é intrínseco ao Festival. »

Curadoria: José Maia; Execução e montagem: José Lopes; Apoio à execução e montagem: Zé Pedro.

19h00 | Triunfo das Porcas
Teatro Estúdio Fontenova/teatromosca | Setúbal/Cacém
Grande Auditório do Fórum da Maia
M/12 – 60M – Entrada Livre

«O poder estabilizador da sociedade disciplinadora e industrial era repressivo. Os proprietários das fábricas exploravam de forma brutal os trabalhadores industriais, o que ocasionava protestos e resistências. Nesse sistema repressivo são visíveis tanto a opressão como os opressores. Existe um oponente concreto, um inimigo visível diante do qual a resistência faz sentido. O caráter estabilizador do sistema já não é repressor, mas sedutor; ou seja, cativante. O sistema de dominação neoliberal está estruturado de uma forma totalmente diferente. O poder estabilizador do sistema já não é repressor, mas sedutor, ou seja, cativante. — “Por que hoje a revolução não é possível?”, Byung-Chul Han.

A Revolução está a chegar à Quinta Manor. A Revolução está a chegar à Quinta dos Animais. A Libertação está a caminho. A Utopia está a caminho. Mas os alicerces desse paraíso vão ruir mais depressa do que se pensa. Os fios dessa união entre os animais vão desfazer-se mais rapidamente do que se esperaria. E um novo sistema emergirá, ainda mais aterrorizante e opressor do que aquele dos humanos que antes governavam. E, no final, restará apenas a desconcertante imagem de suínos e seres humanos a celebrar a prosperidade económica em torno de uma mesa de jogo, na antiga casa do velho administrador, enquanto os restantes animais continuam a trabalhar arduamente a troco de muito pouco.»

Texto partir de “Animal Farm”, de George Orwell; Adaptação e encenação de Pedro Alves; Interpretação em palco: Carolina Figueiredo, Patrícia Pereira Paixão e Sara Túbio Costa; Interpretação em vídeo: Milene Fialho e jovens estudantes; Ilustração: Alex Gozblau; Desenho de luz: José Maria Dias; Direção técnica: Carlos Arroja; Operação de luz e som e Videasta: Leonardo Silva; Cenografia: Pedro Silva; Banda sonora original: Emídio Buchinho; Figurinos: Maria Luiz; Design de comunicação e Apoio à produção: Tomás Barão; Produção executiva: Inês Oliveira e Graziela Dias; Coprodução: teatromosca e Teatro Estúdio Fontenova.

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