Maia assina protocolo com município ucraniano de Uzhgorod para cooperação

Ambulância ucraniana destruída por ataque russo esteve exposta junto ao Fórum da Maia_Foto A Santos

A assinatura do Protocolo de Cooperação 2026-2030 entre os municípios da Maia e de Uzhgorod, Ucrânia, teve lugar esta quarta-feira, dia 17, no Fórum da Maia, durante o evento Maia-UkrainE, organizado pelo Europe Direct Maia em parceria com a Embaixada da Ucrânia em Portugal.
Os dois municípios vão cooperar mutuamente, em diversas áreas, desde gestão municipal a intercâmbios culturais ou ainda a divulgação junto das empresas de oportunidades de negócios.

O autarca maiato, Silva Tiago, está convicto de que o município da Maia também vai aprender muito com os ucranianos de Uzhgorod, tendo em conta que considera este povo “muito inteligente e corajoso”. Acima de tudo, é muito importante “ajudar a Ucrânia a vencer a guerra”, sublinhou o edil.

Há aspetos muito simples para a população de Uzhgorod, em que a Maia pode contribuir, como por exemplo organizar um intercâmbio para um Campo de Férias de crianças e jovens, de acordo com o repto lançado pelo autarca de Uzhgorod na sua intervenção, no Fórum da Maia. Este município não está perto da linha da frente e, por isso, tem funcionado um pouco como refúgio para os compatriotas de zonas bombardeadas. Nestes últimos anos, Uzhgorod aumentou a sua população em mais 30 mil pessoas.

Assim, dar oportunidade a crianças e jovens de passarem umas férias longe da guerra e num ambiente seguro e fraterno, seria ideal para os pais também sentirem um certo alívio, reforçou o autarca ucraniano, Bohdan Andriyiv.
A comunidade ucraniana representa já a quarta comunidade estrangeira residente no município da Maia, como revelou ao Notícias Primeira Mão, o vereador das Relações Internacionais da Maia, Mário Nuno Neves, responsável também pela organização deste encontro Maia-UkrainE, que acolheu a assinatura do protocolo de cooperação.

Alguns dos ucranianos que vieram para a Maia no início da guerra (meia centena inseridos numa missão maiata que foi à Ucrânia fazer a recolha de refugiados) já retornaram ao país, mas algumas centenas continuam integradas no município e “fazem parte já da nossa realidade”, afirmou o vereador.

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