“Eu quero ganhar as eleições com a sinceridade das minhas palavras e dos meus atos“ – Entrevista a Elisa Ferraz – NAU com Podcast

Elisa Ferraz

Elisa Ferraz, fundadora do movimento independente NAU – Nós Avançamos Unidos – em 2017, é recandidata à Câmara Municipal de Vila do Conde.

É presidente desde 2013, num primeiro mandato pelo PS e depois de cerca de 16 anos como vereadora, e desde 2017 pela NAU.

Nas últimas autárquicas venceu com maioria absoluta e isso permitiu, diz, “o nosso plano de ação foi completamente executado”.

A presidente de Câmara decidiu recandidatar-se por considerar que, além de ter cumprido com o que popôs aos eleitores, excedeu-se e tem mais projetos, em curso e prestes a começar. “Os vilacondenses que quiserem ver, verão”, a obra.

Durante o confinamento, nenhum membro do executivo ficou em casa e a porta da Câmara esteve sempre aberta”

Metade do mandato vai ficar marcado pela pandemia e pela necessidade de responder todos os dias a pedidos de ajuda de todos os géneros. A Câmara lançou o projeto ‘Estamos Aqui’, diverso e plural, que respondeu nas áreas sociais, de saúde e de educação e que valeu às instituições de solidariedade social que, de repente, se viram até sem pessoal. “Eu enfrentei durante dois anos a pandemia e tive de lhe fazer frente”, lembra a autarca.

Durante o confinamento, nenhum membro do executivo ficou em casa e a porta da Câmara esteve sempre aberta”, relata Elisa Ferraz.

De entre as mudanças e projetos planeados, a presidente da Câmara destaca o terceiro aditamento ao contrato de concessão da água assinado com a Indaqua, para incluir quatro freguesias (Parada, Ferreiró, Outeiro Maior e Bagunte) que não estavam contempladas com o saneamento, no documento inicial. Para isso, o município construiu duas ETARs.

Rasgar o contrato com a Indaqua custa 95 milhões”

Negociamos/Refletimos exaustivamente com a concessionária o preço da água no nosso concelho, conseguimos baixar a taxa anual, provavelmente as pessoas não se lembram porque dá menos nas vistas”, garante a autarca, acrescentando que a taxa está reduzida a zero, embora o metro cúbico esteja, de facto, ao mesmo preço.

Para baixar o preço da água é preciso que haja entendimento das duas partes”, lembra Elisa Ferraz, explicando as razões pelas quais o preço é diferente em Vila do Conde, na Póvoa de Varzim ou em Matosinhos.

Os contratos foram feitos com valores diferentes e, a título de exemplo, está calculado que em Matosinhos o investimento da rede é de 225 euros per capita e em Vila do Conde o investimento é 690 euros per capita. A isto acresce o preço da água que Vila do Conde compra mais cara 0,12 cêntimos e o facto de a água de Vila do Conde ser tratada na ETAR de Matosinhos.

Promessa de baixar o preço da água (em 35%) “é uma demagogia, é enganar os vilacondenses”

Sendo o tema mais falado nesta pré-campanha eleitoral, por todos os candidatos às eleições, com promessas de renegociar, remunicipalizar ou até de baixar o preço em 35%, Elisa Ferraz reconhece que “todos desejamos que a água venha a baixar” mas avisa que rasgar o contrato custa 95 milhões de euros e fazer promessas de baixar o preço da água (em 35%) “é uma demagogia, é enganar os vilacondenses”, garante a presidente de Câmara ressalvando uma possibilidade: “ a não ser que empurrem o contrato para além dos 40 anos, que há um município aqui à volta que o fez, mas não diz”.

Se isso acontecesse, “a Câmara ficaria, durante mais de 10 anos de mãos atadas a olhar para os munícipes”, considera Elisa Ferraz cuja maior bandeira de campanha é o facto de ter diminuído a dívida do município à banca, “a Câmara está com 27 milhões de dívida porque eu diminuí 30”, lembra, avisando que endividar agora o município seria grave “lamento que seja encarado pelos candidatos com essa ligeireza”.

Eu quero ganhar as eleições com a sinceridade das minhas palavras e dos meus atos e os vilacondenses sabem que eu sou honesta, frontal e verdadeira”.

 

Entrevista na íntegra (áudio):

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