A propósito da distinção da Maia como Capital Europeia do Voluntariado 2026, o Grupo do PS na Assembleia Municipal emitiu um comunicado, onde deixa o alerta para a necessidade de verificar que a cidadania solidária não substitui as responsabilidades estatais públicas.
“O voluntariado não substitui as competências do poder local nem do Estado”, salientam os socialistas, reconhecendo que “a distinção da Maia como Capital Europeia do Voluntariado, num ano em que a Organização das Nações Unidas assinala o Ano Internacional do Voluntariado, reconhece o trabalho notável de milhares de voluntárias e voluntários e o papel insubstituível das associações do concelho na proteção das pessoas, na coesão social e na resposta às emergências.”
O fator humano maiato e a sua “entrega cívica” são valorizados pelo Grupo Municipal do Partido Socialista na Assembleia lembrando que “o voluntariado é uma expressão maior da cidadania e uma força essencial da nossa sociedade”. Mas não esquece de salientar que “o voluntariado complementa a ação pública, mas não a substitui. As responsabilidades do Estado e da Autarquia no financiamento, na organização dos serviços e na garantia de direitos são indelegáveis”.
E precisamente, num município com “capacidade financeira significativa”, a promoção do voluntariado deve “caminhar lado a lado com políticas públicas robustas, investimento direto e serviços públicos capazes, assegurando que a solidariedade dos cidadãos nunca é usada para colmatar fragilidades estruturais”.
O Grupo do PS na Assembleia Municipal da Maia promete que “exercerá com exigência o seu papel de escrutínio, garantindo que a valorização do voluntariado reforça, mas não substitui, a responsabilidade da autarquia e do governo central”, refere no comunicado, concluindo que “ser Capital Europeia do Voluntariado é motivo de orgulho coletivo”.
