O município da Maia, através dos SMAS da Maia, assinalou esta segunda-feira o arranque das obras de remodelação e modernização da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Ponte de Moreira. O projeto, que representa um investimento de 6,5 milhões de euros, é um passo decisivo na estratégia ambiental do concelho, com um foco direto na melhoria da qualidade das águas do rio Leça.
Com quase 30 anos de operação, a ETAR de Ponte de Moreira será alvo de uma intervenção profunda, cofinanciada pelo programa Norte 2030. A conclusão está prevista para meados de 2027, permitindo alargar a capacidade de resposta da infraestrutura para um horizonte de 25 mil habitantes.
A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Maia, Silva Tiago, do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, e do vogal do Norte 2030, Humberto Cerqueira, em representação da CCDR-Norte.
O presidente da Câmara, Silva Tiago, sublinhou que a obra prepara a Maia para os desafios das próximas décadas: “Estamos a dotar as nossas infraestruturas críticas de resiliência face a fenómenos climáticos extremos, garantindo uma governação sustentável e responsável.”
A remodelação não se limita ao aumento da capacidade hidráulica. O projeto destaca-se pela introdução de tecnologias avançadas que promovem a economia circular e a eficiência energética, com tratamento avançado para uma depuração mais eficaz do efluente lançado no Leça, com controlo de odores melhorando o bem-estar das populações vizinhas, não esquecendo a reutilização de Água produzindo água para autoconsumo e reduzindo o desperdício de recursos hídricos.
A estação tem ainda prevista a instalação de painéis fotovoltaicos para reduzir a pegada de carbono e os custos energéticos da estação.
Esta intervenção faz parte de uma estratégia mais ampla de gestão de recursos hídricos na Maia. Estão já em curso estudos para a remodelação da ETAR de Parada — que trata mais de 70% dos efluentes do concelho — num investimento previsto de 18 milhões de euros. “Juntas, estas obras representam o maior pilar do Plano Diretor de Saneamento da Maia, reafirmando o concelho como uma referência em boas práticas ambientais e sustentabilidade”, informa ainda o município maiato.
