No âmbito da operação “Lúmen”, cujas buscas passaram pela Câmara da Maia, a Polícia Judiciária deteve quatro pessoas, um funcionário público (em Lisboa), a líder de uma associação e o gestor e um funcionário da empresa de Gaia Castros Iluminações Festivas. E de acordo com JN a empresa responsável pelas iluminações natalícias Castros terá pagado subornos para conseguir contratos nalgumas Câmaras municipais.
As buscas passaram pela Câmara da Maia e outras por todo o país, como a Trofa ou a Póvoa de Varzim, onde a empresa realizou serviços.
Na Maia, é habitual nos anos mais recentes a iluminação de Natal ser instalada com diversos apontamentos em todas as freguesias do concelho, entre edifícios, praças, rotundas, ruas e avenidas, em cerca de 300 instalações luminosas.
A investigação partiu de uma denúncia que dava conta que os contratos públicos de aquisição de serviços de iluminação natalícia e outras festividades com esta empresa eram viciados: “revelaram a existência de um esquema criminoso, de caráter sistémico, tendente à viciação de procedimentos de contração pública”.
Assim, a PJ efetuou buscas nas Câmaras da Maia, Lisboa, Figueira da Foz, Viseu, Trofa, Ovar, Póvoa de Varzim, Lamego e Tavira. A maioria das autarquias, como a Trofa, Póvoa ou a Maia confirmaram que a PJ esteve nos serviços e solicitou documentação. As Câmaras manifestaram que estavam a colaborar com a PJ no apuramento dos factos.
Ao que tudo indica, e avança o JN, os detidos com ligações à Castros conseguiam formatar os concursos públicos à medida para obter as adjudicações de iluminações de Natal, junto de Câmaras de norte a sul do país.
Para isso, existe a suspeita de que a empresa Castros Iluminações Festivas, sediada em Gaia, terá pagado subornos de pelo menos 100 mil euros a espécies de “toupeiras” ou “espias” que tinham nas entidades públicas.
Em causa estão contratos que ascendem a 8 milhões de euros e que a PJ suspeita estarem envolvidos os quatro detidos: um administrador e um funcionário da firma, o secretário-geral da Câmara de Lisboa, Alberto Guimarães, e a presidente da União de Associações de Comércio e Serviços (UASC), Carla Salsinha.
