A Câmara Municipal da Maia emitiu um comunicado ao final da manhã, em que confirma as buscas da PJ e assegura estar a colaborar com a investigação.
A autarquia maiata está abrangida pela operação ‘Lúmen’, de que já resultou um detido na Câmara de Lisboa.
O executivo confirma “que a Polícia Judiciária está a realizar diligências nas instalações municipais, desde as 09h00, no âmbito de uma investigação em curso”, assegurando que, “desde o primeiro momento, os serviços municipais têm estado a colaborar plenamente com as autoridades competentes, disponibilizando toda a informação e os meios necessários para o esclarecimento dos factos”.
A Câmara Municipal da Maia reafirma “a sua total disponibilidade para cooperar com a investigação”, refere em comunicado a autarquia que fica a aguardar “o desenvolvimento do processo pelas entidades competentes”.
Esta operação liderada pela Unidade Anticorrupção da PJ do Porto está a realizar diversas buscas em autarquias de todo o país por causa da contratação de luzes natalícias. A empresa Castros Iluminações Festivas, em Gaia, também foi alvo de buscas. De acordo com o JN foram feitas quatro detenções.
Os inspetores estão ou já passaram pelas Câmaras da Maia, Lisboa, Figueira da Foz, Viseu, Trofa, Ovar, Póvoa de Varzim, Lamego e Tavira.
Os quatro detidos são um administrador e um funcionário de uma empresa, a presidente de uma associação privada e um funcionário público. O jornal CM já divulgou que este último é o secretário-geral da Câmara de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães.
O caso iniciou-se com a denúncia de alegada adulteração de concursos para as iluminações de Natal e outras festividades. As diligências realizadas “revelaram a existência de um esquema criminoso, de caráter sistémico, tendente à viciação de procedimentos de contração pública”, esclarece a PJ, em comunicado.
A troco de contrapartidas financeiras dadas às entidades adjudicantes, a empresa obtinha informação privilegiada, “em subversão das regras da transparência, igualdade e concorrência do mercado”. Graças a este esquema, terá conseguido adjudicações no valor de oito milhões de euros.
Na operação, batizada de “Lúmen”, participaram um magistrado judicial, um magistrado do DIAP Regional do Porto, 120 investigadores criminais e ainda peritos informáticos, peritos financeiros e seguranças de diversas unidades da PJ.
