Uma agente da Polícia Municipal da Maia foi atropelada por um bombeiro que fugiu do local e não prestou auxílio. Os factos remontam a 10 de outubro de 2020.
Agora o Tribunal da Maia condenou o arguido a três anos e oito meses de prisão tendo a juíza considerado que o agressor revelou “uma frieza extrema”. Para a magistrada, ficou claro que o arguido não demonstrou nenhum arrependimento e que apesar de ser bombeiro não ficou no local para socorrer a vítima, que estava prostrada na via pública.
A agente da Polícia Municipal da Maia foi colhida por um carro quando estava em serviço, a 10 de outubro de 2020, e acabou por sofrer vários traumatismos. O condutor, bombeiro sapador do Porto, fugiu do local, mas acabou por ser detido. O Tribunal da Maia condenou-o a três anos e oito meses de prisão pelos crimes de tentativa de homicídio e de resistência e coação sobre funcionário.
O atropelamento aconteceu no centro da Maia. “Fomos chamados à rua Padre António porque estava lá um caos com carros mal estacionados. Estava eu e um colega quando chega um condutor que ia estacionar num local proibido. Pedi-lhe para sair e ele começou a dizer palavras nada simpáticas. Fez marcha-atrás, quando eu estava na frente do carro, e depois acelerou contra mim. Ainda pus as mão em cima do capô, para tentar proteger-me, mas já não fui capaz… o embate foi tal que fui projetada para o outro lado da via”, contou a vítima ao jornal CM.
A mulher foi submetida a várias cirurgias e esteve quase um ano de baixa, acumulando sequelas graves no pescoço e na cervical. Ainda assim continua a trabalhar.
A agente da Polícia Municipal deduziu um pedido de indemnização no valor de 116 mil euros, que será julgado em processo cível.
