O Governo autorizou o abate de 96 sobreiros adultos e 240 sobreiros jovens para que a Infraestruturas de Portugal (IP) execute a obra de quadruplicação da Linha do Minho, no troço entre Contumil e Ermesinde, no Grande Porto.
No despacho publicado em Diário da República, o Governo declara esta obra de “imprescindível utilidade pública”, designadamente o troço entre Contumil e Ermesinde, que abrange os concelhos de Gondomar, na freguesia de Rio Tinto, da Maia, na freguesia de Águas Santas, e de Valongo, na freguesia de Ermesinde.
O despacho prevê uma parcela de terreno para a instalação do projeto de compensação.
A IP apresentou um projeto de compensação e respetivo plano de gestão prevendo a arborização com sobreiros e medronheiros, que resultará na plantação de 2.138 sobreiros, numa área de cerca de 5,119 hectares, localizada nos Baldios de Moimenta e Rabiçais, na freguesia de Cavez, no concelho de Cabeceiras de Basto, que tem as condições adequadas.
O Governo considera o “relevante interesse público, económico e social do empreendimento em causa, bem como a sua sustentabilidade, uma vez que vai melhorar as condições de operação das linhas do Minho e do Douro, bem como o serviço ferroviário na Área Metropolitana do Porto, garantindo uma maior fiabilidade dos serviços e consequente melhoria da exploração, tornando o uso deste meio de transporte mais apelativo para a população”.
Refere ainda que, no âmbito da obra, “se promove igualmente a melhoria das estações existentes, em particular nas interfaces junto à Estação de Rio Tinto e ao Apeadeiro de Palmilheira-Águas Santas, de modo a promover o uso integrado de transportes e a opção pela ferrovia, nas deslocações entre concelhos, nomeadamente nos acessos à cidade do Porto, principal polo dinamizador e empregador desta Área Metropolitana”.
