A Carta Municipal de Habitação do município da Maia entrará em breve em período de discussão pública. O documento foi aprovado por unanimidade na reunião de Câmara do passado dia 6.
O presidente do PS Maia emitiu um comunicado, João Magalhães Torres, emitiu um comunicado onde sublinha que “ainda não há chaves de novas habitações entregues às famílias” e que a resposta à habitação deverá ser “construída à escala metropolitana.”
O PS Maia reitera a necessidade de um Programa Municipal de Arrendamento Acessível, dirigido às famílias da classe média e aos jovens. Segundo os dados mais recentes do INE, a renda mediana dos novos contratos na Maia atingiu 10,04 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026, o que representa cerca de 800 euros mensais por um T2 de 80 metros quadrados. Perante estes valores, o PS Maia defende que a Câmara Municipal deve acelerar o processo e apresentar o respetivo projeto de regulamento para arrendamento acessível até ao final do ano.
A Carta identifica 893 famílias em carência habitacional, cerca de 2.010 pessoas. Enquadra também 788 soluções habitacionais, das quais 576 estavam contratualizadas em janeiro. Para João Magalhães Torres, estes números medem a execução dos projetos, mas não mostram se as famílias já têm resposta. “Na Maia, até ao momento, nenhuma das novas casas em construção foram entregues às famílias”, frisou.
João Magalhães Torres defende que a Carta Municipal de Habitação defina métricas para os próximos anos, que respondam a duas perguntas: “quantas famílias passam a ter uma habitação adequada ao seu agregado e ao seu rendimento e se o défice habitacional do concelho está, efetivamente, a diminuir.”
Para o líder socialista, só é possível fazer essa avaliação tendo em conta a realidade metropolitana. A procura, os preços e as rendas de cada concelho estão interligados.
Nesse sentido, desafiou o presidente da Câmara, Silva Tiago, a ter um papel ativo e de liderança na construção de uma Estratégia Metropolitana para a Habitação. “Se o problema é metropolitano, a resposta tem de ser construída à escala metropolitana. E a Maia deve ter uma voz forte nessa discussão.”
