O Bloco de Esquerda questionou, na sexta-feira, o Governo sobre as medidas que estará a desenvolver para identificar as fontes de poluição no rio Leça, para “resolver os problemas de maus cheiros” e prevenir mais descargas poluentes. Dias antes, tinha sido denunciada mais uma descarga poluente, desta vez de óleo, tendo o impacto sido sentido na fauna do rio e envolvente.
Numa pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e da Energia, o Bloco quer saber se tem “conhecimento das sucessivas denúncias de poluição no rio Leça” e questiona sobre “que ações de fiscalização e monitorização foram adotadas para identificar e impedir descargas poluentes ao longo da bacia hidrográfica” daquele rio.
Entre os episódios poluentes, salienta o BE no requerimento, estão “descargas provenientes de atividades industriais e de infraestruturas de tratamento de águas residuais”, pelo que o deputado único do Bloco, Fabian Figueiredo, questiona o Governo sobre se “confirma que um dos principais focos de poluição são as ETAR de Ermesinde, Parada e de Moreira”.
Segundo o BE, o rio Leça, que atravessa os concelhos de Santo Tirso, Valongo, Maia e Matosinhos, tem “há décadas identificados problemas relacionados com a degradação da qualidade da água e a ocorrência de descargas poluentes”.
O deputado lembra que “está em curso um esforço de recuperação ambiental do rio Leça”, mas que “continuam a surgir denúncias de episódios de poluição”.
O BE lembra uma descarga “aparentemente de óleo” feita durante a madrugada de quarta-feira passada, na zona de Moreira, na Maia, “alegadamente associada a uma unidade da indústria automóvel”, bem como as denúncias de “maus cheiros intensos” em Valongo, junto ao Parque de Lazer do Leça e à ETAR de Ermesinde e Alfena.
O episódio teve impacto na fauna do rio e envolvente. Foi encontrado um pássaro coberto de óleo, cujo resgate esteve a cargo de um dirigente de uma associação local, mas também outras espécies terão sido afetadas pela poluição.
Por isso, o BE questiona o ministério de Maria da Graça Carvalho sobre “que medidas concretas está o Governo a desenvolver, em articulação com as autarquias dos concelhos atravessados pelo rio Leça, a Agência Portuguesa do Ambiente e as demais autoridades competentes, para identificar as fontes de poluição, resolver os problemas de maus cheiros e prevenir novas descargas poluentes no rio”.
