A 22.ª edição do Circular Festival de Artes Performativas regressa aos palcos de Vila do Conde, de 19 a 26 de setembro, convocando múltiplas vozes e olhares críticos, que cruzam dança, teatro, performance, música e pensamento.
Cecilia Bengolea, Volmir Cordeiro, Romain Beltrão Teule, Tânia Carvalho ou Lord Tusk estão entre os nomes em destaque. “Neste que é o território das artes vivas, o festival propõe espectáculos e performances de matriz experimental e multidisciplinar, convidando-nos a ler, pensar e interpretar o presente”, refere a organização.
Entre os nomes em foco está Cecilia Bengolea, coreógrafa argentina radicada em Paris, presente no Circular em vários momentos, que se destaca pela prática artística de cruzamento entre movimento, dança e performance, nos últimos anos também ligada às artes visuais e à produção audiovisual. Raw Rhythms (19 SET 18h, Solar) é o seu primeiro trabalho expositivo em Portugal, numa parceria com a Solar Galeria de Arte Cinemática.
Tânia Carvalho, nome grande da dança contemporânea portuguesa, reconhecida ao longo de mais de duas décadas de prática artística, a partir da expressão de diferentes linguagens, da música ao desenho e ao cinema, apresenta os solos O Sono da Montanha + O Gesto do Falcão (19 SET 21h30, Teatro Municipal).
O bailarino, coreógrafo e investigador brasileiro Volmir Cordeiro é outro dos nomes em destaque, logo na abertura do Circular, com a estreia nacional de Metrópole (19 SET 22h30, Auditório Municipal), uma ópera de dança, punk e efervescente, com Philippe Foch na bateria.
Diaporama (25 e 26 SET 19h–22h Teatro Municipal) é um projecto que cruza imagem, som e performance, da autoria do fotógrafo e artista multidisciplinar Cesário Alves, em parceria com 3 outros artistas do território local: Helder Luís, designer, artista multimédia e músico, Mariana Sardon, artista multidisciplinar, com foco na música interactiva e sound design, e Miguel Pipa, poeta, músico e artista visual.
De ascendência franco-brasileira, com base em Lisboa, Romain Beltrão Teule é criador e performer. Neste OFF (25 SET 21h30, Teatro Municipal), explora o universo do invisível – o que reside fora de campo, o oculto, o não oficial, o que recusa atenção.
Pela mão da Apneia Colectiva, associação cooperativista de produção e gestão de práticas artísticas, a F.E.R.A. – Feira de Edições Realizadas por Artistas (26 SET 15h, Casa Antero de Quental) traz a oportunidade de aceder a edições associadas às artes performativas, através de um conjunto de livros de artista independentes.
Em paralelo, são apresentadas 3 micro-performances, concebidas a partir destas publicações. Fuga Para o Tempo Presente, O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos (26 SET 16h, Casa Antero de Quental); Páginas não encontradas (26 SET 16h45, Casa Antero de Quental); Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 (26 SET 17h30, Casa Antero de Quental).
Em estreia absoluta, Ana Rita Teodoro e Márcia Lança apresentam Coisa-Ponta (26 SET 21h, Auditório Municipal), performance que põe em diálogo a afinidade ética e estética entre a artista e a antropóloga com as técnicas e processos surrealistas.
