Grupo do PS na AM queixa-se de falta de participação no debate do Plano de Ação Climática da Maia

Deputado socialista Fernando Miranda (Foto DR)

 

O Plano Municipal de Ação Climática (PMAC) esteve em debate na Assembleia Municipal da Maia, tendo motivado críticas do Grupo Municipal do Partido Socialista (PS), que considera ter existido um reduzido envolvimento dos órgãos municipais e da população no processo de elaboração do documento estratégico.

Em comunicado, os eleitos socialistas reconhecem a relevância do plano e o trabalho técnico desenvolvido, mas defendem que o processo ficou marcado por uma participação limitada. Segundo o PS, a consulta pública registou apenas dois contributos formais, ambos provenientes de entidades do setor energético, situação que, no entendimento do partido, demonstra uma fraca mobilização da sociedade civil num documento com impacto direto no futuro do concelho.

O grupo municipal refere ainda que a Assembleia Municipal, enquanto órgão representativo dos cidadãos, não terá sido “devidamente envolvida durante a construção do plano”.

Durante o debate, foram apresentadas propostas no sentido de reforçar a concretização do PMAC, nomeadamente através da definição de responsabilidades, prazos, recursos e mecanismos de monitorização pública. O PS sublinhou também a necessidade de “respostas diferenciadas” face à diversidade territorial do concelho e defendeu que a transição climática deve envolver o tecido empresarial e industrial, conciliando sustentabilidade ambiental e desenvolvimento económico.

Na resposta às intervenções, o presidente da Câmara Municipal da Maia anunciou que irá mandatar a vereadora do Ambiente para prestar esclarecimentos adicionais à Assembleia Municipal em momento posterior. Já o líder da maioria PSD/CDS indicou existir abertura para que o órgão acompanhe futuramente a implementação do plano.

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