A CDU faz saber em comunicado que apresentou uma proposta na última Assembleia Municipal, realizada na terça-feira, 10, com a recomendação em que exige ao operador da rede UNIR que cumpra os horários e serviços com qualidade e prepare o caminho para que a STCP assuma a operação em 2030.
A proposta foi chumbada pela maioria PSD/CDS, ainda pelo Chega e IL.
“Dois anos depois da entrada em funcionamento da rede é inegável que a Área Metropolitana do Porto e a população do concelho da Maia continua sem um serviço ao nível do que foi anunciado, como aliás foi reconhecido por todos, até pelo Presidente da Câmara da Maia, não obstante ter afirmado na informação escrita à Assembleia Municipal que a atuação da TMP (Transportes Metropolitanos do Porto) que gere a Rede Unir «tem vindo a ter uma actuação e desempenho deveras satisfatório»”.
Mas a CDU contrapõe que pouco é satisfatório, apontando “carreiras suprimidas, percursos alterados, horários modificados ou suprimidos, ausência de informação, tempos de espera que chegaram às 2 horas, utentes forçados a recorrer ao serviço de táxi ou ao transporte pessoal, motoristas com jornadas de trabalho de 12 horas e sem formação adequada ao serviço”.
A coligação insiste que o operador responsável pelo transporte de passageiros no concelho da Maia continua sem cumprir o caderno de encargos. O comunicado prossegue referindo que “foi errada a opção por recorrer a operadores privados em vez de trabalhar no alargamento progressivo da STCP.”
O contrato de concessão está estabelecido até final de 2030.
A CDU conclui: “Ficou clara a posição de cada uma das forças eleitas relativamente à concepção de serviço público de transportes. Em vez de defender um serviço de qualidade que privilegia a mobilidade integrada e uma gestão racional da rede em função das necessidades de mobilidade das pessoas e de desenvolvimento regional, preferem defendem o negócio privado (com financiamento assegurado por dinheiros públicos).”
