A ligação de Metro entre o ISMAI e a Trofa está há muitos anos a ser protelada, mas o PCP nunca deixou de intervir para garantir “esta obra importante para a região, pugnando pela chegada do Metro à Trofa e recusando soluções mitigadas e inadequadas, como é o caso do metrobus”, refere o PCP em nota informativa.
E recorda que, na discussão do Orçamento do Estado para 2026, foi aprovada e incluída uma proposta do PCP que era clara ao consagrar que o governo garante “as medidas necessárias para a correção ao projeto da linha da Trofa para que toda a extensão seja feita em Metro ‘convencional’”.
Perante isto, o PCP refere ter sido “com absoluta surpresa” que tomou conhecimento das declarações feitas esta semana aos jornalistas pelo presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto: “Sobre o futuro, falamos das duas linhas que estão mais adiantadas, com a novidade de que hoje mesmo submetemos as candidaturas de financiamento da Linha de Gondomar II [Estádio do Dragão – Souto] e da Linha da Trofa. (…) a Linha da Trofa será em Metro convencional até ao Muro e em Metrobus daí em diante.”
Ou seja, a empresa está a anunciar uma coisa diferente daquela que está no Orçamento do Estado, frisa o PCP, acrescentando que “pode haver desconhecimento ou falta de articulação. Mas não pode haver a imposição de uma opinião do Governo, quando ela é contrária à vontade maioritária, expressamente consagrada.”
Face a esta situação, Alfredo Maia, deputado do PCP, enviou já ao Ministro das Infraestruturas e Habitação um ofício onde, “além de pedir explicações pelo sucedido, insta o governo a intervir para corrigir a situação e sublinha ser inaceitável que isto contribua para novos adiamentos ou atrasos no processo.”
