Nova rede de autocarros da AMPorto que arranca em novembro custará 311,6 ME em sete anos

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Central autocarros (Foto PM)

A Área Metropolitana do Porto (AMP) vai desembolsar um total de 311,6 milhões de euros ao longo de sete anos no âmbito da nova rede de transportes públicos rodoviários que entrará em vigor em novembro, segundo os contratos. De acordo com os dados publicados no portal de contratação pública Base, no total os cinco lotes vão custar 311,6 milhões de euros à AMP durante o período de vigência dos contratos de concessão do serviço público, que é de sete anos.

O preço base do concurso público era de 394 milhões de euros, pelo que a AMP pagará um preço 82,4 milhões de euros abaixo do previsto aquando do lançamento do procedimento, em 2020. Em causa está a criação da nova rede metropolitana de autocarros, que operará em todos os concelhos da AMP, com exceção do Porto (tirando no início e fim de linhas), onde a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) detém a exclusividade da operação dentro do município.

A nova rede operará sob uma nova marca única denominada UNIR, acaba com um modelo de concessões linha a linha herdado de 1948, abrange mais de 430 linhas, incorpora o bilhete Andante e os autocarros deverão apresentar uma imagem comum em todo o território, sendo sobretudo azuis, pretos e brancos. De acordo com publicações já feitas pela AMP, os números das linhas terão quatro dígitos (ao contrário dos três da STCP), seguindo uma lógica de atribuição por concelho, para cada um dos 16 servidos pela nova rede.

Apesar do acrescento de um dígito, os municípios servidos pela STCP (que o continuarão a ser) mantêm o mesmo inicial das suas linhas, já que em Matosinhos se mantém o 5, na Maia o 6, em Valongo o 7, em Gondomar o 8 e em Vila Nova de Gaia o 9.

Assim, a Arouca ficou atribuído o código de linha 10XX, a Oliveira de Azeméis os códigos 123X, 124X (linhas urbanas) e 12XX, a São João da Madeira o 14XX, a Vale de Cambra 16XX, a Santa Maria da Feira 20XX e 21XX (rede urbana), à Póvoa de Varzim 30XX e 33XX (rede urbana), a Vila do Conde 35XX, a Matosinhos 50XX e 51XX (rede noturna), a Maia 60XX, a Trofa 63XX, Santo Tirso 66XX, Valongo 70XX, Paredes 73XX, Gondomar 80XX, Vila Nova de Gaia 90XX e Espinho 95XX.

Apesar da UNIR ir operar sob uma imagem comum a partir de novembro, o território da AMP foi dividido em cinco lotes, cada um atribuído por concurso público a uma empresa ou consórcio.

O lote mais caro foi o Norte Nascente (Santo Tirso/Valongo/Paredes/Gondomar), adjudicado pela AMP à Nex Continental Holdings (conhecida como Alsa) por 93,5 milhões de euros, seguindo-se o Norte Centro (Maia/Matosinhos/Trofa), adjudicado à Vianorbus (consórcio Barraqueiro e Resende) por 82,3 milhões de euros.

Na tabela segue-se o lote Sul Poente (Vila Nova de Gaia e Espinho), adjudicado à Transportes Beira Douro (da Auto Viação Feirense) por 59,8 milhões de euros, o Sul Nascente (Santa Maria da Feira/São João da Madeira/Arouca/Oliveira de Azeméis/Vale de Cambra), adjudicado à Xerbus (Xerpa Mobility e Monbus) por 41,9 milhões de euros, e o Norte Poente (Póvoa de Varzim/Vila do Conde), adjudicado à Porto Mobilidade (consórcio Transdev, Auto Viação do Minho e Litoral Norte) por 34,1 milhões de euros.

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